<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125</id><updated>2012-02-16T23:27:16.223-04:00</updated><title type='text'>Noodles, anyone?</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-6233703232270268504</id><published>2011-05-08T10:25:00.003-04:00</published><updated>2011-05-08T10:29:58.783-04:00</updated><title type='text'>Muita coisa entre perdas e ganhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ela já perdeu um bocado de coisas nessa vida. Uma delas foi o querer fazer poesias, que a própria faculdade lhe tirou. Ela inclusive já foi repreendida por escrever em terceira pessoa, mas assim eu escrevo por ela enquanto ela está ali adiante lutando contra o medo.&lt;br /&gt;Ela já perdeu um bocado de coisas nessa vida, e estava se recuperando de mais uma dessas perdas quando ele apareceu. Era estranho demais para ela alguém pegar uma menina que conhecera a poucas horas antes e leva-la para o meio da roda. Houve quem dissesse que não era nada. Houve quem dissesse que era tudo. E ela continuava achando ele um cara estranho.&lt;br /&gt;Estava plantada a semente. E a questão é que, depois de plantada a semente, como fazer para impedir que ela crescesse?&lt;br /&gt;E ela queria fazer aquela voz cansada se animar. E ela queria fazer aquele rosto cansado sorrir. E ela estava tão preocupada com ele que não prestou atenção em como andava a semente dentro dela mesma. E ela ficava quieta, sem falar pra ninguém o quanto ele a fazia feliz cada vez que ela conseguia o deixar ao menos um pouquinho mais feliz.&lt;br /&gt;A medida que a história avançava, cada vez mais personagens entravam em cena e constituíam intrincados polígonos amorosos dignos de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shoujo mangá&lt;/span&gt; desses que ela gostava de ler. E ela tentava se dar bem como todos, sem odiar e nem ter odiado ninguém. Ela nunca odiou ninguém nessa história, inclusive a outra garota que provavelmente agora a odeia.  Ela queria que a outra garota soubesse que ela já passou por coisas bem parecidas e que ela queria ajudá-la, e ela quer saber se ainda adianta tentar lhe estender a mão para que sejam amigas. Ela também já ficou chorando sozinha em uma barraca, e ela não quer que a outra garota fique lá pra sempre. Porém, ela não pode negar que também não quer que ela prenda ele dentro da mesma barraca também.&lt;br /&gt;E quando o medo, esse bicho papão que mora embaixo de nossas camas, passou a ser um personagem da história, ela ficou com medo de perdê-lo. E esse medo lutou com a semente dentro dela e, agredindo-a, fez com que a semente explodisse. Quando ela explodiu, o sentimento dentro dela mostrou seu verdadeiro tamanho e se espalhou rápido, cerceando--a como uma trepadeira a uma árvore. Não demorou muito para que as coisas também explodissem do lado de fora, girando desordenadamente como roupas numa máquina de lavar. E ao tentarem dar nome às coisas, surgiram conversas sérias que ela odiava, pois não via nelas nenhuma brecha para fazê-lo mais feliz.&lt;br /&gt;Se ela ganhasse um real para cada vez que ele disse que não queria magoá-la, ela já estaria rica. E, se ela estivesse rica, poderia ela comprar para ele presentes como a outra garota fazia? &lt;br /&gt;Outra coisa que ela aprendeu na faculdade foi a escrever tudo tendo em vista o interlocutor - ou seja, quem vai ler. Mas ele escreve uma poesia sem estrutura e deixa os óculos roxos dela olhando fixamente para o monitor que os reflete enquanto os olhos dela se ocupam em tentar decifrar as palavras dele. Uma bagunça que parece familiar quando ela lembra daquele guri bobo que corria pra atravessar a rua com o sinal aberto ou que teimava em fazer sinal pros ônibus que não iriam parar. Mas que não parece vir do homem que segurou forte a sua mão enquanto lhe falava coisas no ouvido.&lt;br /&gt;Ela disse que gostaria de poder lhe explicar o que ele quer saber, mas ela também não sabe.   Mas ela disse que, se você não tiver outro lugar pra voltar, você pode voltar para onde ela está. Ela ainda não sabe bem o que ele gosta de comer, mas ela sabe fazer uns sanduíches vegatarianos que ela aprendeu a fazer com a mãe dela, e que são bons. Ela também te deixa usar o Game Boy e fuçar no celular até descobrir pra que servem aqueles dois botões estranhos.  Ela não é perfeita e ainda está ocupada lutando contra seus próprios medos. Ela não promete parar de ouvir suas músicas pop com foguetes cor de rosa pq algumas delas dizem justamente o que ela queria dizer a ele. Mas ela promete se esforçar.  E, se ele quiser ficar mais tempo, ela até tira os bichinhos de pelúcia, aqueles que ele queria jogar no chão, de cima da cama. Se ele quiser vir, ela não se importa de esperar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-6233703232270268504?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/6233703232270268504/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=6233703232270268504' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6233703232270268504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6233703232270268504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2011/05/muita-coisa-entre-perdas-e-ganhos.html' title='Muita coisa entre perdas e ganhos'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-6581923305070326900</id><published>2010-11-09T13:03:00.003-04:00</published><updated>2010-11-09T13:13:57.279-04:00</updated><title type='text'>"Mas todo mundo é famoso na Internet!"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Escrevo esse texto chorando, e podem chamar o motivo de idiota, nem me importo mais. Enfim ... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Um belo dia, eu vi na TV um cara parecidíssimo com o menino por quem eu sou/era/seiláqualtempoverbalcolocaraqui apaixonada. Mas muito parecido meeeesmo. Tipo físico, voz, piadas, preferências, eles são praticamente clones um do outro. Mas, como só tem uma TV na casa e ela não é exclusivamente minha, só fiquei de relance, sem conseguir de fato parar pra assistir o tal programa, sem saber quem o tal moço era e sem ter um nome pra jogar no Google. E assim se passaram alguns meses. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Agora que minha mãe voltou a trabalhar e eu passei a ter mais momentos sozinha em casa que eu consegui assistir o tal programa. E, finalmente, tinha um nome pra jogar no Google, que alegria! :D Já estava reunindo coragem pra mandar uma DM pra ele no Twitter quando...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;...quando a busca do Google me diz que o cara é CASADO. Não, não é "namorando", não é "pegando alguém desde a festa desse último fim de semana", é casado. Ca-sa-do. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece. Pra quê diabos existe essa modernidade, que teoricamente coloca a gente mais perto de pessoas famosas, quando na verdade a gente não está perto coisíssima nenhuma? De que adianta seguir alguém que nem sabe que vc existe?? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Será que, se eu fosse famosa, teria alguma chance? Se eu tivesse 2000 seguidores no Twitter ou qualquer coisa do tipo? Se eu tivesse feito segundo grau de Técnico de Informática ao invés de Magistério... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Podem rir. Desde o dia em que eu esqueci o aniversário do Henry depois de ter passado literalmente meses e meses pensando no que eu faria, eu nem sei mais o que pensar a respeito. Dele, de caras em geral, de tudo, e até de mim mesma. Mas o que eu tenho certeza é de que eu queria que a minha vida mudasse um pouquinho, pra variar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;(째깍째깍) 시간이 흘러도 ... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-6581923305070326900?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/6581923305070326900/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=6581923305070326900' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6581923305070326900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6581923305070326900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2010/11/mas-todo-mundo-e-famoso-na-internet.html' title='&quot;Mas todo mundo é famoso na Internet!&quot;'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-4791451070716169191</id><published>2010-06-23T10:26:00.001-04:00</published><updated>2010-06-23T10:28:40.982-04:00</updated><title type='text'>Dois mais dois são quatro, e casacos são casacos....ou não?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Aí a discussão via e-mail questionando se Han Solo ganharia uma luta contra James T. Kirk foi interrompida por um e-mail.&lt;br /&gt;Por um e-mail de uma loja de roupas.&lt;br /&gt;E quando foi que eu me cadastrei pra receber e-mails de uma loja de roupas na qual eu nunca comprei nada? Tá, eu tenho um par de brincos da loja em questão. Um par de brincos que custou R$ 20,00. O par de brincos que eu estou usando enquanto digito isso. Mas eles foram um presente. Talvez tenha sido dessa maneira que meu e-mail foi parar em mãos da tal loja...&lt;br /&gt;Ok, o que fazer com um e-mail cheio de fotos de roupas?  Olhar as roupas, oras. Por motivos que deixariam este post longo demais caso eu os fosse explicar, eu preciso mesmo renovar o guarda-roupa...&lt;br /&gt;Aí eu olhei um casaquinho xadrez bonitinho.&lt;br /&gt;MAS a legenda embaixo da foto diz que NÃO, não é um casaco. É um spencer.&lt;br /&gt;...ahn?&lt;br /&gt;É um casaco. Ou, se o tecido for fininho, uma camisa. Como assim, spencer?&lt;br /&gt;Mais adiante, outro casaco bonitinho.&lt;br /&gt;NÃO, não é um casaco! É um casaqueto! Casaqueto? Pra usar enquanto vc toca um minueto? Não, não é uma tentativa infame de trocadilho, a rima realmente veio na minha mente quando eu li isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô, joça. Assim não dá! Preciso de uma amiga. Ou de um amigo gay.&lt;br /&gt;Fechei o e-mail e comecei a me questionar. Bem, eu sei que eu estou usando um casaco pq ele é comprido. Um casaco, uma blusa de lã, uma saia, legging e um par de botas. Bem, ou ao menos eu acho. Sei lá, depois que coisas desse tipo acontecem, o mundo torna-se uma incógnita e eu me sinto um peixe fora d’água. Onde é meu lugar afinal?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-4791451070716169191?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/4791451070716169191/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=4791451070716169191' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/4791451070716169191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/4791451070716169191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2010/06/dois-mais-dois-sao-quatro-e-casacos-sao.html' title='Dois mais dois são quatro, e casacos são casacos....ou não?'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-6497641619709029601</id><published>2010-04-07T17:13:00.002-04:00</published><updated>2010-04-07T17:29:13.000-04:00</updated><title type='text'>소원을 말해봐! Diga o que você deseja!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;Às vezes fico em dúvida do que eu quero sim. Acho que ninguém tem, de fato, certeza absoluta de tudo.&lt;br /&gt;Um dia desses, na semana passada, meus pensamentos andaram se abasileirando mais um pouco, nem lembro mais qual foi o motivo. E eu, virtualmente, acabei recebendo uma resposta de Deus, do Universo, do Google, de seja lá como vcs preferirem chamar. Enfim, uma resposta.  Eu fui no Antônio comprar café (tava quase dormindo na aula) e a garota que parou na minha frente na fila - e que eu nunca tinha visto na vida - era professora do Português pra Estrangeiros. Descobri isso meio segundo depois pq, logo atrás dela, veio uma chinesa, com um copo de café na mão. Vou poupar vocês da enorme lista com que eu adjetivaria a chinesa (que culpa eu tenho de que ela era tão linda?T_T). O sotaque e as roupas denunciavam claramente que era uma chinesa importada, e não made in Brazil. Ela começou a inquerir da professora sobre os hábitos dos brasileiros durante a Páscoa. Aí, em uma determinada parte da explicação, a professora dela titubeou e eu entrei na conversa. Ela disse coisas sobre feriados chineses (coisas que eu já sabia faz séculos, mas não me incomodei nem um pouco de ouvir de novo). A conversa não durou muito, acabando com um sorriso da parte da chinesa já mencionada.&lt;br /&gt;(Para os fãs de anime: sabe aquele tipo de cena em que o personagem termina de falar, dá um gigglezinho e sorri, com cara de ^-^ ? Pois isso existe, foi exatamente o que ela fez. *-*)&lt;br /&gt;Apesar de tudo isso, hoje novamente meus pensamentos estavam se abrasileirando. Não sei bem de quem era a culpa. Talvez fosse pelo CD dos Beep-Polares (às vezes eu penso que gostaria que o Igor Cotrim não existisse, ele mexe demais comigo, pqp *-*).Talvez fosse pelo fato de que eu até acho meu professor de Literatura Portuguesa um pouco ...er...simpático (podemos pular essa parte? &gt;.&gt;). Mas fato é que, hoje, meus pensamentos andavam mais ocidentais do que a média. Especificamente, mais brasileiros.&lt;br /&gt;Provavelmente julgando que a uma chinesa da semana anterior não foi suficiente, dessa vez o Andar de Cima me jogou nove coreanas e cinco coreanos na cara.&lt;br /&gt;Eu estava subindo a Doutor Flores em direção ao campus centro. E, normal, nessa rua tem 4735648 lojas de eletrodomésticos. Vitrines e vitrines cheias de tvs, claro, Copa do Mundo, todos querem tvs. Tvs, grandes e pequenas, todas ligadas em alguma coisa: canais de TV aberta, canais de tv paga, vídeos de esporte, trailers de filmes, corações cor-de-rosa fluorescentes...&lt;br /&gt;Peraí, corações cor-de-rosa fluorescentes?&lt;br /&gt;Parei na frente da loja. Cinco tvs Samsung exibindo a mesma coisa: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=X9F96YXeNGo"&gt;Genie, do SNSD&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Eu comecei a gritar. Mentalmente, claro. A qualidade da imagem era tão absurdamente boa que você poderia contar os cílios de cada uma delas (devidamente encharcados de rímel). Eu simplesmente fiquei parada na frente da loja assistindo. Como eu parei na contramão do fluxo da rua (o que eu posso fazer se ao contrário ficava melhor?), uma ou outra pessoa que passava na frente da loja até virava seu olhar para a tv, mas aparentemente ninguém mais teve uma reação similar a que eu tive.&lt;br /&gt;Cinco tvs enormes passando SNSD. Você desviava o olhar de um lado para outro e eles estavam lá. Era de entorpecer. E isso que eu nem sou muito fã delas!&lt;br /&gt;소원을 말해봐? É irônico, já que isso apareceu justamente quando eu titubeei por um instante a respeito do que eu queria.&lt;br /&gt;Quando acabou o vídeo, apareceu o logo da Samsung, e uma mensagem de "procurando sinal". Sem nem ao menos saber se passaria mais algum MV, eu comecei a torcer que passasse Super Junior (onde cabe um MV, cabem dois MVs, oras!). Como para me lembrar que no momento eu estou mais para hetero do que para homo, começou &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rwagNDrh1DA&amp;amp;feature=related"&gt;Wrong Number do DBSK&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Omg. OMG!&lt;br /&gt;A SM Entertainment deve ter pago uma grana preta por todos esses DVDzinhos de demonstração espalhados ao redor do mundo...&lt;br /&gt;Não, eu não sou fã de DBSK. Mas não se pode negar certos fatos óbvios: o céu é azul, a água é molhada e os caras do DBSK são extremamente gatos. Foi com DBSK que eu fiz uma amiga minha demonstrar um leve interesse por K-Pop: eu mostrei um vídeo &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=U26ldxG1crs"&gt;pra tirar sarro da cara deles&lt;/a&gt; e ela os achou bonitos. E, por algum motivo insano de mente insana de fã insana que eu sou, o Yunho de terno me lembrou do Henry na Super Girl. O que me levou a imaginar o Henry na banheira. O que me levou a agradecer quando o clipe acabou e começou a passar um trailer de Harry Potter, pois toda aquela high resolution hotness tava acabando com a minha sanidade já. Talvez tenha até sido bom não ter passado Super Junior: a porta da loja não seria um bom local para se ter um enfarto.&lt;br /&gt;Hoje o Universo me disse: 소원을 말해봐. Hora de levantar a cabeça pra cima e dizer: Ok, Universo, eu entendi a mensagem, eu já sei o que eu quero.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-6497641619709029601?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/6497641619709029601/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=6497641619709029601' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6497641619709029601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6497641619709029601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2010/04/diga-o-que-voce-deseja.html' title='소원을 말해봐! Diga o que você deseja!'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-8088425844304324269</id><published>2009-12-08T11:19:00.002-04:00</published><updated>2009-12-08T11:30:36.924-04:00</updated><title type='text'>Don't stop believing</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Just a small town girl&lt;br /&gt;Livin' in a lonely world&lt;br /&gt;She took the midnight train goin' anywhere&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Don't stop believing&lt;/span&gt;, Glee Cast&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, um amigo meu me recomendou Glee, uma série que passa na Fox.  Meu primeiro contato com a série foi uma música, a qual eu achei legal mas não exatamente surpreendente. Joguei no Google Images e ainda estava muito WASP pro meu gosto (mesmo com meu amigo tendo dito que "só os losers cantavam no coral" da série, eles não pareciam losers nas fotos.). Até que, entre uma resenha e outra de Inglês, joguei Glee no Yahoo Respostas, esperando encontrar algo no estilo de "Você acha que Fulano fica com Beltrana?", mas não achei nada além de links para download. Então, acabei baixando o primeiro capítulo da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não tem a mínima idéia de o que a série fala a respeito, ela segue o grupo de canto coral de uma escola de segundo grau americana e o professor que os dirige. E, nas já mencionadas palavras do meu amigo, só os losers cantam no coral.  Devo acrescentar aqui o fato de que eu mesma já cantei no coral da escola por um ano no primeiro grau? xD Ah, obviamente, o post conterá alguns spoilers, mas apenas do primeiro capítulo, acho que não será mto prejudicial pra quem quiser assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico tentada a começar esse post falando da "loser megalomaníaca" Rachel, mas primeiramente , aproveitarei para falar de mais algumas coisas que eu já queria falar aqui faz tempo e começarei falando do professor Schu - que, aliás, é a cara do meu professor de desenho de quando eu tinha uns 12 anos. Do professor de desenho que, aliás, largou os cursos de desenho pra trabalhar em fábricas com o intuito de ganhar mais. Quem já assistiu a série provavelmente achará essa coincidência bizarra, então vocês devem ter uma idéia de como eu fiquei quando vi isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma professora. Às vezes ainda me esqueço disso quando me perguntam a minha profissão. E a posição em que eu estou, de estar no fim da faculdade e começo da, digamos, vida profissional, é extreeeemamente complicada. Eu sei inglês, disso eu estou segura. Mas saber inglês não te garante que você consiga ensinar inglês, e tem momentos em que parece que você não aprendeu absolutamente nada na faculdade. E eu sei que essa parte eu já mencionei de leve por aqui, mas é uma questão que aparece praticamente todo o dia - mais ou menos do jeito que certas questões ficam aparecendo para o professor Schu. Na faculdade, você lê pilhas de teóricos e eles fazem questão de te mostrar como é a realidade, aquele monstro chamado realidade estrelando os alunos de escolas públicas que quebram portas e etc etc. E depois, quando você começa a trabalhar, você vê os outros professores reclamando. Sério, professores reclamam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;muito&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu comentei com uma das professoras o que eu poderia fazer pra meus alunos (crianças de 8~9 anos) gostarem mais de mim. A resposta dela? "Eles não gostam de ninguém." E, embora eu já tivesse ouvido no Magistério a piada da professora estagiária carregando cartazes (pq só as estagiárias se estressariam pra fazer coisas novas) , acabei repetindo a cena ao mexer na caixa empoeirada de jogos da escola onde eu dou aula. Isso tudo para, depois, meus alunos (as mesmas crianças de 8~9 anos) chamarem o jogo que eu escolhi de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;idiota&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mesmo assim, a gente ainda pensa neles no fim de semana, tentando planejar a aula de segunda. Eu mesma, tendo mails de alguém importante pra responder e um tempo relativamente livre pra pensar no assunto, me peguei pensando em o que fazer para que meus alunos parassem de implicar com a aluna &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nerd&lt;/span&gt; (oito anos de idade) da minha turma. É algo que gruda em vc feito chiclete de uma forma impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, as crianças dessa turma são uma coisa impressionante per se. Tenho uma futura atriz, um futuro goleiro (do Inter e da seleção brasileira) e uma menina que anda a cavalos, essa última sendo a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nerd&lt;/span&gt; em questão. E essa última tem me ensinado uma das mais difíceis lições até o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu adoro essa menina. Sério, eu tenho vontade de sequestrá-la e criá-la como se fosse minha filha, de assistir animes com ela e de levá-la a todas as bibliotecas da UFRGS (ela gosta de biblios grandes). Claro que eu nunca poderia fazer isso, ela não tem nada em comum comigo fisicamente a não ser os óculos (ambos roxos, aliás), e nunca passaria por minha filha. Eu, obviamente, não posso fazer nada disso. E essa situação é muito mais difícil do que parece! Quem acha que um amor platônico é o fim do mundo não tem idéia do que é isso. Um professor &lt;span style="font-style: italic;"&gt;precisa&lt;/span&gt; ser neutro, ele não pode gostar muito dos alunos. Ou, na pior das hipóteses, ele gosta e guarda isso pra si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que a história com o último garoto com o qual eu tentei não deu certo, eu atingi a impressionante marca de quatro meses (julho ~novembro) sem me interessar por ninguém. Eu atingi isso mantendo a minha cabeça ocupada com sonhos envolvendo meus cantores favoritos e a possibilidade de realizar alguns dos meus grandes sonhos de uma tacada só (ir para a Ásia, cantar e ter um namorado asiático). Eu nunca tive estudo em relação a canto e nunca aprendi a tocar o instrumento que eu acho o mais lindo de todos (violino), tanto pq a minha família não tinha dinheiro pra essas coisas quanto pela religião na qual eu cresci. Se eu fosse asiática e fosse daquelas pessoas que estudam música desde os cinco ou seis anos de idade, provavelmente aos doze ou treze eu teria fugido de casa pra fazer audition pra alguma gravadora asiática. Foi em torno dessa idade que a maioria das meninas do SNSD foram contratadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, cantar é um sonho que eu não consigo chutar totalmente. Sim, eu gostaria de ser famosa e nem meu terapeuta conseguiu tirar isso da minha cabeça (taí meu ponto de identificação com a Rachel, entenderam?)! E, como eu não tenho estudo nessa área, continuo tentando fazer com que o chapéu de "talento inato" entre na minha cabeça. E aí vcs olham pro título do post e se perguntam: como assim, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=PfNwO9HNqh4"&gt;don't stop believing&lt;/a&gt;? Acreditar no quê afinal? Em que dá pra ter uma boa vida como professora ou em um sonho tão fácil de atingir quanto um pulo por cima da lua? Eu, sinceramente, não sei. Mas não dá pra ter certeza de tudo, e é essa uma das coisas que professores aprendem: a driblar o medo e passar segurança que às vezes nem vc tem certeza de que vc tem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-8088425844304324269?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/8088425844304324269/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=8088425844304324269' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/8088425844304324269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/8088425844304324269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2009/12/dont-stop-believing.html' title='Don&apos;t stop believing'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-718851189454731149</id><published>2009-11-12T14:13:00.004-04:00</published><updated>2009-12-08T11:31:26.153-04:00</updated><title type='text'>Chocolate meio amargo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;blockquote&gt;I got you babe, I call,&lt;br /&gt;I call it chocolate love&lt;br /&gt;Norul wonhe, gajilre&lt;br /&gt;Dalkom dalkom oh chocolate love&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chocolate Love&lt;/span&gt;, SNSD &amp;amp; f(x)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora meu acesso à Internet dependa dos laboratórios de informática da minha faculdade, eu raramente uso o laboratório do meu próprio curso. Hoje, por algum motivo que eu nem lembro mais, resolvi ir até o mesmo. E deveria ter predito que coisa boa não sairia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei lá e o funcionário responsável pelo laboratório não estava. Abri de leve a porta do laboratório e vi o que me parecia uma turma em aula lá dentro. Mas, como não tinha nenhum bilhete ou aviso de "estamos em aula" ou coisa parecida, eu dei a volta e fui espiar pela janela, pra ter certeza. O preguejar que eu estava mentalmente fazendo contra o funcionário do laboratório foi interrompido pela visão de cerca de vinte e cinco pares de olhos puxados dentro do laboratório. Era uma turma de português pra estrangeiros. Enquanto eu mentalmente babava em cima deles, ouvi uma voz falar do fundo da sala "Ok, meninas, vocês agora", e duas garotas foram pra frente da sala e começaram e começaram a falar num português carregado de sotaque enquanto arrumavam o powerpoint para o que seria uma apresentação. Comecei a correr os olhos pela turma, começando pelo fundo da sala pq o fundo estava mais perto da janela, analisando detalhes dos diferentes olhos puxados sentados ali  (sim, eu posso ser extremamente cara-de-pau quando eu julgo ser preciso e/ou necessário). Até que, na primeira fileira (nerd we are), estava sentado alguém que eu não esperava ver tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe da história ou não acompanhou a história inteira: com o pretexto de ajudá-lo com português, sua humilde narradora puxou conversa com um aluno chinês do português pra estrangeiros semestre passado. Tudo ia bem até que o garoto subitamente desapareceu e, cerca de um mês depois, foi visto namorando uma aluna chinesa, também do português para estrangeiros. E era ele que estava lá em aula hoje, na primeira fileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu ganhasse um real pra cada cara que some sem dar explicações, já teria um bom dinheirinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um primeiro momento, realmente me parecia bom falar com ele: afinal, o que mais uma otaku poderia querer além de seu próprio par de olhos puxados de estimação? Parecia realmente ter chegado ao ponto de se poder cantarolar &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cELfMmaFbjY"&gt;Life Couldn't Get Better&lt;/a&gt; all day long.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, eu estava me esquecendo de um detalhe extremamente básico, que porém se mostrou muito relevante conforme o tempo avançou mais: os alunos chineses/coreanos/japoneses que vieram para o Brasil estudar português acham que aqui eles terão algo melhor do que teriam no seu país de origem, enquanto um cérebro de otaku e/ou asian freak geralmente opera ao contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu mostrei para os chineses que eu conhecia uma música em mandarim traduzida para o português, eles não se empolgaram. Mas ficaram felizes da vida quando eu achei música brasileira traduzida para o mandarim - situação esta que não me empolgou muito. Quando eu mostrei &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Pe9uTkERWSI"&gt;a Me&lt;/a&gt; para um deles, justamente aquele no qual ele estava mirando meus petardos, ele disse "Ah, você gosta de músicas com alvoroço..." Alvoroço??? Pô, a Me é cute, mas nem é tão overflowing cute assim... imagina o que sobraria pra uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=q_RPZcSZWJo"&gt;Motteke! Sailor Fuku&lt;/a&gt; da vida?? Na verdade você não precisa imaginar, pq a resposta veio logo em seguida: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não gosto de músicas japonesas, elas têm muito alvoroço."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traz o estetoscópio, eu acho que esse som que eu ouvi foi meu coração se partindo em mil pedaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo e qualquer otaku do gênero masculino adoraria ser chamado de onii-chan (irmão mais velho em japonês) por sua respectiva garota. Porém, conheci um coreano que odiava - odiava MESMO - ser chamado de oppa (irmão mais velho em coreano) por achar que isso era coisa de fangirl retardada acéfala. Mas e o lado da fangirl que, após finalmente conseguir seu próprio coreano e não poder chamá-lo de uma coisa tão básica quanto oppa, como é que fica? Como algo que era pra ser tão bom pode acabar tendo um gosto tão amargo no final?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me quebra a cara como eles sempre acabam ficando com seus iguais no fim das contas. Isso é muito frequente. Cheguei a me perguntar se seria bom andar Àsia afora com um brasileiro. Claro que com certeza seria mais fácil, alguém com o mesmo background cultural que você e que pensaria mais similar a você do que um nativo. Alguém pra quem você pudesse se virar e dizer "Nossa, os japoneses são estranhos, eles falam de si próprios apontando para o nariz!" sabendo que a outra pessoa iria dizer "Sim, é verdade!". É esse o segredo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-718851189454731149?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/718851189454731149/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=718851189454731149' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/718851189454731149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/718851189454731149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2009/11/chocolate-meio-amargo.html' title='Chocolate meio amargo'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-2928043607145247785</id><published>2009-11-10T13:50:00.003-04:00</published><updated>2009-11-10T14:15:26.160-04:00</updated><title type='text'>Um enorme estojo pink</title><content type='html'>Faz tanto tempo que eu não posto nada aqui que, tanto para os amigos antigos que não têm notícias desde séculos atrás quanto para os amigos novos que estão chegando, começo esse post com um breve resumo sobre a atual situação por aqui: eu estou fazendo nove cadeiras na faculdade, dando aulas de inglês três vezes por semana e tendo aula de coreano uma vez por semana (안녕하세요, 제 이름은 줄리아입니다!...ou algo assim, ainda não cheguei nessa lição. :P). Ah, sim, e estou solteira, mas isso é assunto pra outra hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado tudo o que foi mencionado aí em cima, creio que comentários sobre meu nível de cansaço sejam desnecessários. x_x Ontem não conseguia dormir devido à dor nas pernas. E, aliás, emagreci oito quilos desde que comecei a trabalhar. Como as aulas que eu leciono são à noite, parei de jantar - simplesmente pq não dá TEMPO pra isso. Se você tem tempo pra comer - e eu disse se - é tempo pra beliscar algo, e não devorar um prato de arroz com feijão. No começo, claro, eu achava horrível, terrível, uma verdadeira violação dos direitos humanos. Mas, com umas três semanas de "prática", você fica perfeitamente acostumado a isso. E, até você ter tempo para parar e comer, você chega em um ponto que o cansaço é bem maior do que a fome já, e aí você acaba comendo algo não tão grande assim. Ou seja, caso alguém me pergunte o que deve fazer pra emagrecer, eu vou recomendar que a pessoa vá trabalhar. xD&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser professor é algo realmente, realmente complicado. Implica ter respostas na ponta da língua pra tudo. E não apenas em relação ao uso do possessivo ou explicar as diferenças entre os tempos verbais. Tá, ter tudo isso na ponta da língua é complexo, mas não é praticamente nada perto de saber o que responder quando sua aluna de oito anos pergunta "&lt;em&gt;teacher&lt;/em&gt;, pq eles não gostam de mim?" Agora entendo pq sempre pedem experiência nos anúncios de emprego: não tê-la faz toda a diferença! &gt;_&lt; Mas enfim, eu passei na entrevista e essa vaga é minha (a quase três meses, aliás), portanto significa que terceiros confiaram em mim e a tendência é que as coisas melhorem a medida que o tal ser chamado experiência se faça mais e mais presente na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim. E tem a minha coordenadora. Ela parece ser um personagem criado sob medida pra agradar a minha mãe e a mim ao mesmo tempo. Ela tem dez anos de idade a mais do que eu, uma maquiagem totalmente impecável e passa o dia em cima de botas de cano longo e salto fino. Minha mãe a acharia lindíssima. Porém, o que chamou a minha atenção foi que, ao lado do do iPhone e da bolsa Dolce&amp;amp;Gabanna (seja lá como se escreve isso), ela tem um fichário da Pucca e um &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/produto/37/214315/estojo+soft+c/+2+divisoes+-+ariel"&gt;enorme estojo pink&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; da Pequena Sereia. E ninguém a chama de infantil, muito pelo contrário! O que é totalmente diferente de o que acontece com esta humilde narradora quando ela resolve, digamos, utilizar uma blusa da Hello Kitty ou whatever. Ou seja, eu preciso adquirir o skill de andar de botas de salto fino e relacionados para que isso me dê a liberdade de usar o que eu de fato gostaria de usar. Por mais que eu e, principalmente, outros perto de mim tenham tentado, cheguei à conclusão de que não há como tirar certas coisas da minha vida. Não quero dizer que meu futuro marido vá viver no &lt;a href="http://www.kittyhell.com/"&gt;Hello Kitty Hell&lt;/a&gt; ou coisa do tipo (eu adoro a Hello Kitty, mas eu mesma não aguentaria viver do mesmo jeito que o autor do Hello Kitty Hell, sério. Muita informação. x_x).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já joguei coisas da Hello Kitty fora. Já vi as amigas que assistia anime comigo dizer que cresceu e passou dessa fase. Já tentei desistir de ir pro outro lado do mundo. E quer saber? Isso não me fez bem. Ou seja, it took me a while pra perceber que a coisa mais importante era só ser eu mesma. Mais importante do que qualquer coisa ou do que alguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-2928043607145247785?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/2928043607145247785/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=2928043607145247785' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/2928043607145247785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/2928043607145247785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2009/11/um-enorme-estojo-pink.html' title='Um enorme estojo pink'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-7954549143339193440</id><published>2008-07-09T21:14:00.001-04:00</published><updated>2008-07-09T21:17:17.996-04:00</updated><title type='text'>A Cereja do Bolo</title><content type='html'>Eu torci meu pé domingo. Da seguinte maneira:&lt;br /&gt;Eu fui em uma festa de aniversário, e o bolo precisava ser pego na casa da confeiteira. Tínhamos cinco pessoas na casa:&lt;br /&gt;1 - Minha vó (oitenta e poucos anos)&lt;br /&gt;2 - Minha mãe e minha tia (na casa dos cinquenta)&lt;br /&gt;3 - Eu&lt;br /&gt;4 - Meu primo (vinte anos, rato de academia skatista e surfista)&lt;br /&gt;Quem vocês acham que deveria ir buscar o bolo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos minha tia (a aniversariante), minha mãe e eu, em uma caminhada de meia hora para trazer o tal do bolo. No caminho, eu - que estava de botas plataforma -  torci o pé tentando ler o que estava escrito em uma faixa na frente de um colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, enquanto comíamos o referido bolo, minha prima perguntou quem queria uma cereja, que estava com ela. Eu disse que queria. Meu primo foi lá e pegou a cereja. Quando eu chiei com ele que ele deveria ser cavalheiro e deixar uma mulher (eu) pegar a cereja, ele riu. Mais especificamente, ele gargalhou na minha cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira eu fui para a faculdade a fim de terminar o último trabalho do semestre. Com pé torcido e tudo. Não sei o que ocorreu exatamente com ele, mas está doendo até hoje (quarta) e eu ainda estou mancando. mas a data para o último trabalho era até dia dez, então o melhor era terminá-lo o mais rápido possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu estava no ônibus segunda-feira, eu estava mentalmente ruminando sobre Paradise Kiss. Para quem não conhece, Paradise Kiss é um mangá de cinco volumes que está saindo em português, e um anime de doze episódios. E, para quem conhece e ainda está lendo/assistindo, é bom parar de ler esse posto porque &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eu vou contar on final da série&lt;/span&gt;! Ok, Spoiler Warning dado, seguimos com o post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tYcxYm58Ppo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tYcxYm58Ppo&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Abertura de Paradise Kiss. Eu amo essa música, espero cantá-la decentemente algum dia!) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, eu estava ruminando sobre Paradise Kiss e sobre o porquê de fato de que o George e a Yukari não terem ficado juntos no final não me doeu tanto. Mesmo sem conhecer animes, quem me conhece sabe que os casais da história sempre pesam um bocado pra mim. Eu quase enloqueci quando fui assistir a segunda temporada de Dokuro-chan (um anime que eu sei que é shonen, não venham me dizer o óbvio) e vi que o Sakura ainda corria atrás da Shizumi-chan....PQP, Sakura-kun idiota, tu disse no final da primeira temporada que gostava da Dokuro-chan! Merece morrer mesmo, desgraçado!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ItIMfuWgp7w&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ItIMfuWgp7w&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Abertura de Bokusatsu Tenshi Dokuro-chan)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, de volta ao Paradise Kiss...embora eu não diria que isso tenha estragado a série ou coisa assim, eu de fato achei estranho eles não ficarem juntos no final. Tipo....não faz parte do kit final feliz obrigatório o casal ficar junto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então estava eu a procurar walpapers de Paradise Kiss e obviamente me deparei com informações sobre a série. E está escrito em mais de um lugar aí pela net afora que Paradise Kiss é o primeiro mangá &lt;span style="font-style: italic;"&gt;josei&lt;/span&gt; a ser publicado no Brasil. Eu li isso e arregalei os olhos: Josei, claro! Agora tudo faz sentido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um breve resumo para o povo não-otaku: mangás como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball e Naruto são mangás shonen, feito para guris adolescentes. Mangás como Card Captor Sakura (que passou  na Globo e no Cartoon Network com o horrível nome de Sakura Card Captors) são mangás shoujo, mangás para gurias adolescentes. Tá, e josei é o quê? Josei, meus caros amigos, nada mais é do que mangá para moças que já saíram da adolescência, geralmente no começo dos vinte. Josei é conhecido por mostrar uma vida mais "realista", com preocupações referentes à faculdade, emprego, e por não mostrar que o cara por quem você se apaixona aos doze anos é o amor da sua vida. Opaaaa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, vossa narradora e autora desse blog já deixou de ser shoujo faz tempo e é, sem dúvida, uma josei em termos etários. Mas e em termos mangáticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o primeiro josei de que eu ouvi falar na minha vida foi &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kimi_Wa_Pet"&gt;Kimi wa Pet&lt;/a&gt; . Isso na  época que eu era uma shoujo de fato. E Kimi wa Pet não me deu uma boa impressão do gênero. Ver a Sumire frustrada com o trabalho e depressiva do jeito que ela é não era uma boa visão para se ter a respeito do que na época era o futuro. Me parecia pessimismo demais. Algo do tipo: se Full Moon o Sagashite fosse josei, eu poderia ter toda a certeza de que a Mitsuki morreria no final da série!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/D-zJ3cMudKY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/D-zJ3cMudKY&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Abertura de Full Moon o Sagashite. Ainda não cheguei até o final da série, mas no primeiro capítulo é dito que a personagem principal, a Mitsuki, tem câncer e morrerá em um ano.). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, "voltemos de novo" para Paradise Kiss. Dá pra dizer que o final da série foi infeliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a Yukari desenvolveu uma super carreira de modelo com dez anos de sucesso, casou com o Tokumori e tudo o mais....tipo, o George foi um momento importante na vida dela, mas passou. Ajudou-a a crescer pra caramba, a descobrir o que ela queria...mas passou. Foi legal? Foi. Mas passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi nesse momento, no momento que eu formulei mentalmente essa resposta, que eu tive um estralo maior do que apenas algo referente a algumas discussões de animes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passei por um bocado de coisas nessa vida, e uma certa parte dela está organizada de uma maneira bem diferente de que eu gostaria ao estar nos meus vinte e poucos anos de idade. E não raro isso me entristecia, parecia um atestado de fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, um amigo meu me disse que ninguém iria se matar por mim. Eu achava que, se eu era capaz de fazer determinada coisa, aquela mesma coisa não poderia ser classificada como "se matar". Porém, nem todo mundo na face da terra usa o mesmo peso e as mesmas medidas para as mesmas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria legal ter chegado em casa segunda-feira e ter comida pronta, ou ter uma massagem pra ver se a dor no pé diminuía, ou algo do gênero. Mas não foi exatamente o que aconteceu. Na verdade, tem várias coisas que seriam legais no mundo. Seria legal ir à Lua. Seria legal ganhar sozinho na Mega-Sena. Seria legal poder se comer o que quisesse a hora em que se quisesse. Inclusive cerejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem muitas coisas que ainda não vi ou que eu ainda não fiz que eu gostaria de ter feito, ou gostaria que tivessem acontecido. Passar a noite fria de sábado vendo filme debaixo das cobertas e comendo pipoca. Ver o cara por quem eu sou apaixonada aparecer do nada na minha casa. Ganhar uma declaração de amor escrita em um soneto, com dois quartetos e dois tercetos. Bônus para o item anterior se ele viesse em uma data especial, tipo dia dos namorados ou no meu aniversário. E blá blá blá, acho que deu pra entender a idéia, né? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é porque não se tem essas coisas que a gente deve parar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu resolvi seguir a minha vida adiante, optando por uma hipótese que ao menos me parecesse a mais tranquila.  Como esse departamento da vida tem me dado muito stress, simplesmente decidi abrir mão dele. Completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha um amigo que lutava artes marciais que, ao receber uma massagem de uma amiga  nossa em comum, respondeu que ele não podia relaxar, que ele precisava ficar tenso, para estar sempre pronto para a luta e etc etc. Era mais ou menos assim que eu estava vivendo, o tempo todo tensa esperando alguém que "engatilhasse" minha felicidade. E eu cansei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer o clichê de revoltada dizer "ah, não quero mais homem", mas pior que nem é revolta. Beira mais para um desânimo, alguém assistindo a cena e batendo de ombros, mas no momento tudo que eu quero é sossego, é parar de me incomodar. Como esse departamento só incomoda, resolvi jogá-lo fora. Todo, de uma só vez. Pelo menos assim fico mais leve. É meio chato desistir de algo que você considerou importante por boa parte da vida, mas bem...deve fazer parte de crescer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-7954549143339193440?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/7954549143339193440/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=7954549143339193440' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/7954549143339193440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/7954549143339193440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2008/07/cereja-do-bolo.html' title='A Cereja do Bolo'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-9170129342498303938</id><published>2008-01-01T13:28:00.000-05:00</published><updated>2008-01-01T13:29:29.797-05:00</updated><title type='text'>Abóbora.</title><content type='html'>Foi na virada do ano passado.&lt;br /&gt;No momento em que eu liguei para te desejar feliz ano novo, você disse que a ligação estava cortada, e que vc entendia metade de cada palavra que eu falava, algo nessas linhas. Você chegou a dizer que, se eu falasse "abóbora", você entenderia apenas duas sílabas.&lt;br /&gt;Não lembro quais sílabas eram, mas lembro bem da sua voz dizendo abóbora. Abóbora, as sílabas separadas lentamente.&lt;br /&gt;E eu naquele dia imaginando quão feliz seria a minha virada do ano ao seu lado. Como seria ouvir abóboras ao vivo, ao invés de pelo telefone. Abóbora, o som saindo separado dos seus grossos lábios enquanto eu olharia para você e sorriria, ambos sentindo a felicidade fluir. Abóbora, os dedos dançariam no ar, acompanhando o ritmo das silabas, como a tocar um piano etéreo que no ar pairasse. Abóbora, boiando no ar, flutuando entre nós, todos aqueles sentimentos, e então eu teria tido a certeza de que teria valido a pena esperar para ter você. Abóbora, burbulhando com as pequenas bolhas de champanhe a felicidade de apenas passarmos um momento juntos e mais nada. &lt;br /&gt;Mas aquela abóbora brotada por telefone foi uma filha única, e a ela seguiu apenas o silêncio, ao invés de mais abóboras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-9170129342498303938?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/9170129342498303938/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=9170129342498303938' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/9170129342498303938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/9170129342498303938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2008/01/abbora.html' title='Abóbora.'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-7193851802538317120</id><published>2007-07-12T21:07:00.000-05:00</published><updated>2007-11-16T14:46:17.106-05:00</updated><title type='text'>RC: Insistentes.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;     Take my hand, and if I'm lying to you&lt;br /&gt;   I'll always be alone if I'm lying to you&lt;br /&gt;         Take your time and if I'm lying to you&lt;br /&gt;    I know you'll find that you believe me&lt;br /&gt;You believe me&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;        &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Take my Hand&lt;/span&gt;, Dido&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Eu não sei o que fazer da vida.&lt;br /&gt;  - Hein? - disse ela, aparentemente pega de surpresa com a frase dele.&lt;br /&gt;  - Eu não sei o que fazer da vida!&lt;br /&gt;  - Como assim? - disse ela, com tom de quem repetia a frase.&lt;br /&gt;  - Eu...eu não sei! - disse ele, abrindo os braços. Ela escorou a cabeça no ombro dele, mas sem tirar os olhos da TV que, sintonizada da MTV, mostrava um clipe qualquer.&lt;br /&gt;  Os dois estavam sentados no sofá da sala, em uma cena que teria uma completa cara de ressaca se não fosse o fato de que ambos estavam sóbrios. Apesar disso, havia um pouco de sono para inebriar os pensamentos deles. Claro, afinal a cena nunca pode ser perfeita.&lt;br /&gt;  Ele olhava com olhos vidrados toda essa atmosfera mostrada na TV, os clipes e toda a aparentemente glamurosa vida de músico. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Money for nothing and chicks for free&lt;/span&gt;. Tudo isso parecia tão atraente para um menino que passara a adolescência trancado no seu quarto arrancando notas solitárias do seu violão.&lt;br /&gt;Quebrando o silêncio, a mão dela pousou sobre a dele.&lt;br /&gt;  - Quer ajuda?&lt;br /&gt;  Ele olhou para ela de volta.&lt;br /&gt;  - Quer ajuda para descobrir o que você vai fazer da sua vida? - ela repetiu.&lt;br /&gt;  Ele queria dizer que sim. Queria mesmo. Mas tudo o que passava na sua mente eram dúvidas, medos e inseguranças,   chamativos e insistentes como letreiros de neon na noite da Capital seriam para um alguém da Região Metropolitana.&lt;br /&gt;  Ele escorou a cabeça na cabeça dela, em silêncio mas sorrindo.&lt;br /&gt;  Era hora de ele virar um homem. Pois é nessa hora, na hora em que você sabe que deve abandonar sonhos inalcançáveis, que os meninos se tornam homens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-7193851802538317120?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/7193851802538317120/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=7193851802538317120' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/7193851802538317120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/7193851802538317120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/07/rc-insistentes.html' title='RC: Insistentes.'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-4106190469598595566</id><published>2007-06-03T13:09:00.000-05:00</published><updated>2007-06-03T13:59:58.528-05:00</updated><title type='text'>RC: Se eu fosse rico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Quando tá escuro&lt;br /&gt;E ninguém te ouve&lt;br /&gt;Quando chega a noite&lt;br /&gt;E você pode chorar&lt;br /&gt;Há uma luz no túnel&lt;br /&gt;Dos desesperados&lt;br /&gt;Há um cais de porto&lt;br /&gt;Pra quem precisa chegar&lt;br /&gt;Eu tô na Lanterna dos Afogados&lt;br /&gt;Eu tô te esperando&lt;br /&gt;Vê se não vai demorar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lanterna dos Afogados,&lt;/span&gt; Cássia Eller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;- Caralho!&lt;br /&gt;Atirei o telefone celular longe. Claro que não contra a parede ou algo assim. Atirei-o na cama, afinal não sou rico para pagar outro celular assim, do nada.&lt;br /&gt;Se eu fosse rico, não estaria aqui sozinho, em um sábado à noite. Não estaria ligando para amigos que não me atendem, e que devem estar ocupados fazendo sexo com as suas namoradas. Tá, mentira. Exagero meu. Nem todos eles estão namorando. E nem todos eles estão fazendo sexo selvagem agora nesse exato instante. Eu sei. Mas porque olhando de fora sempre me parece isso?&lt;br /&gt;Já estou cansado de ver menininhas sorridentes. Sempre as mesmas menininhas sorridentes. Loiras, morenas, não interessa, elas sempre existem, elas sempre estão lá. Porque existem mulheres? Porque elas não me deixam tomar minha cerveja em paz?&lt;br /&gt;Se eu fosse rico, poderia eu também ter uma? Se eu fosse rico, pararia de correr atrás de quem não me quer? Corro atrás de ilusões, de mulheres que nunca me corresponderão, e eu sei disso. Letras de músicas e palavras compostas em vão para apenas ganhar respostas estilo "te amo" no piloto automático enquanto outros homens ganham sexo. Não, não é o sexo em si. Vocês não entenderiam. Ninguém entende. Eu quero e não quero namorar. Eu quero tudo e nada ao mesmo tempo. Se eu fosse rico, poderia comprar o tudo e o nada?&lt;br /&gt;Saber o que eu deveria fazer eu sei. Mas me faltam forças. Se minha vida continuar do jeito que agora está, tenho quem me apóie. Tenho amigos com quem sair. Ao menos eu acho que tenho. Não, talvez eu não tenha. Idiota, eu acabei de atirar o celular exatamente por isso, porque ninguém atendia!&lt;br /&gt;Ninguém atende. Ninguém me entende. Na verdade, nem eu mesmo. Que diabos de pessoa quer mudar de vida e recusa ajuda para isso? Mas sim, eu quero. Sinto-me amarrado a essa vida atual, a pessoas que, embora arranquem de mim algumas risadas, não matam a solidão em definitivo. No fim da noite, a solidão sempre impera. Sim, eu quero ajuda! Vida, onde posso comprar uma? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;What the hell am I doing with my life?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu não mereça algo melhor. Já fiz muita coisa errada na vida. Mereceria alguém que gasta suas noites em bares acompanhado de cerveja uma segunda chance? Quisera eu estar em casa, meramente vendo um filme e comendo pipoca! Desde que houvesse quem fizesse isso comigo.&lt;br /&gt;A raiva me consome e tenho vontade de matar a todas. Todas, todas essas meninas sorridentes randômicas, e seus namorados. Todos esses fantasmas que jogam na minha cara que, para ser feliz, me falta algo. Mate todas elas. Todas elas! Mate todas as meninas sorridentes e felizes, todas as garotas que passarão o dia doze de junho ao lado dos seus caras, enquanto eu estarei sozinho, ligando para telefones que não atendem! Matem-nas, matem todas as garotas felizes...porque a garota que eu na verdade queria poder amar não é feliz.&lt;br /&gt;Se eu fosse rico, poderia amá-la?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-4106190469598595566?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/4106190469598595566/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=4106190469598595566' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/4106190469598595566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/4106190469598595566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/06/rc-se-eu-fosse-rico.html' title='RC: Se eu fosse rico'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-1462224359722766194</id><published>2007-05-25T06:38:00.000-05:00</published><updated>2007-05-25T06:39:18.211-05:00</updated><title type='text'>RC: Unilateral</title><content type='html'>- Cada dia estou me enchendo mais!&lt;br /&gt;Denise era ruiva. Não dessas ruivas artificiais, com cabelos vemelhos. Uma ruiva de longos cabelos lisos laranjas, do tipo que normalmente pedem sardas como acompanhamento. Mas nem isso ela tinha.&lt;br /&gt;- Eu acho que vou te internar!&lt;br /&gt;Denise ouvia os berros, e mal murmurava em resposta. Era difícil ouvir a sua voz. O que ela queria era pedir ajuda para a sua mãe, sentada ao seu lado no ônibus. Mas tudo o que recebia em resposta era coisas do tipo:&lt;br /&gt;- Tu gosta de incomodar as pessoas, né? Só pode ser isso!&lt;br /&gt;O ônibus inteiro ouvia a mãe dela berrando, e alguns olhavam fazendo cara feia. Eu, ocupando um dos lugares perto de uma das janelas do ônibus, só ouvia um doce e tímido sussurro como resposta.&lt;br /&gt;- Tu vai fazer a prova sim!&lt;br /&gt;Senti vontade de interferir e dizer: não, minha senhora, não é da prova que Denise quer fugir.Ela soluçava baixinho, os dedos tímidos cobertos por uma luva cor-der-rosa movendo-se freneticamente. Na parte de cima da luva, uma enorme borboleta lilás. Quem dera Denise do nada  pudesse bater asas e voar, como uma delas. Ela se sentiria bem demais naquele instante se pudesse fazer isso.&lt;br /&gt;- Pessoa cega é quem não enxerga!&lt;br /&gt;Cega, ela? Não, Denise só havia trocado os óculos naquele dia. E o que mais doía na sua alma, mais do que o frio entrando pela janela do ônibus, era o fato de que Daniel não gostasse dos seus novos óculos. Ele, Daniel, era loiro, sarado e, além de ser o alvo da paixão de Denise, era o cara mais popular da sala.&lt;br /&gt;Denise mexia os dedos nervosamente, pensando nisso ao som dos berros da mãe. Ela queria ajuda, ajuda desesperada. O que se faz quando se tem 14 anos e se está apaixonada? Mas a mãe dela não a ajudava, e só pensava em uma coisa:&lt;br /&gt;- Tu não pode rodar esse ano!&lt;br /&gt;- Mãe, eu nunca rodei! - disse ela, como que por milagre fazendo sua voz audível. A voz de Denise era linda. Mas a mãe a ignorava, e seguia gastando sua verborréia toda, adiantando vários anos na vida da menina:&lt;br /&gt;- Tu precisa entrar em uma boa faculdade! Olha para o Davi, consegue entrar em qualquer uma!&lt;br /&gt;O Davi. O inoxidável irmão de Denise, cujo prazo de validade nunca vencia. Davi era perfeito em tudo, e ela era a irmã mais nova que nasceu de araque.&lt;br /&gt;Se Denise pudesse de verdade saber das coisas, ela saberia que Davi, na verdade, não era tão perfeito assim. Mas, se ela pudesse saber das coisas, como eu sabia naquele instante, provavelmente ela escolheria saber outras coisas. Ela poderia escolher saber, por exemplo, que ela estaria livre para fazer sua prova de literatura tranquilamente, porque Daniel não estaria nem aí para ela. Daniel estava ficando com Alice, a menina mais cobiçada da sala. Na verdade, Alice era uma burra loira e sem peito que viraria mãe solteira em algum lugar nos próximos dois anos futuros enquanto Daniel morreria sozinho em uma cama de hospital com AIDS.&lt;br /&gt;Enquanto isso não acontecia, Alice tinha um séquito de seguidores na sala. Um deles, chamado Calos, era o fiel escudeiro de Denise. Carlos era alto, magro e desengonçado, e era a dupla de Denise para a prova de literatura de hoje. Ele que havia dado o chaveiro de ursinho que balançava pendurado no fichário de dálmata de Denise. Em uns dez anos, Carlos seria um engenheiro de sucesso, formado nauela universidade pública famosa, e em uns quinze anos, ele e Denise estariam casados e criando umlindo casal de crianças. Por hora, os dois limitavam-se a sofrer juntos por migalhas de atenção de quem realmente não os merecia.&lt;br /&gt;Nesse tempo todo que eu estive falando para vocês, a mãe de Denise seguiu praguejando feito uma louca. E foi nesse instante que eu desejei matar Denise. Desejei a ela uma morte lenta, com muito sofrimento. Não, não por causa dela. Não queria ver aquela adorável ruivinha de uniforme azul-escuro sofrer. Queria, sim, que a mãe dela sofresse. Que a mãe dela sentisse muita dor e que, ao ver a filha no leito de morte dela, pedisse perdão pelas ásperas palavras proferidas. Queria que a mãe dela entendesse que existem seres do sexo feminino que amam, tenham eles 14, 24 ou 34 anos. Por isso, só por isso, eu estava desejando a morte de Denise naquele momento.&lt;br /&gt;A senhora sentada ao meu lado me pergunta se o ônibus vai até o Mercado. Não,snehora, este ônibus vai só atéo terminal Rui Barbosa, no Centro. Logo o ônibus pára em frente a um tradicional colégio de Porto Alegre e Denise desce.A mãe dela segue no ônibus, e começa a protestar com a senhora ao lado sobre como a juventude de hoje está perdida.&lt;br /&gt;Denise olha para a frente do colégio e, de longe, reconhece Daniel parado, de pé em frente à porta. Em uma infundada esperança de que ele estivesse ali por causa dela, Denise atravessa a rua correndo, apenas para ser atingida em cheio pela Pajero do pai de Alice. Tudo acontece em uma fração de segundo, e algumas pessoas ainda dentro do ônibus no qual Denise estivera chegam a perceber o burburinho de alunos no meio da rua. Carlos, tentando abrir caminho em meio à multidão de alunos que se amontoou ao redor de Denise, vira para trás e lança ao ônibus um olhar de profunda raiva, do fundo dos seus olhos castanhos. Não, Carlos, eu não matei Denise.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-1462224359722766194?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/1462224359722766194/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=1462224359722766194' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/1462224359722766194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/1462224359722766194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/05/rc-unilateral.html' title='RC: Unilateral'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-4823548232198026200</id><published>2007-04-05T14:40:00.000-05:00</published><updated>2007-04-05T14:45:43.599-05:00</updated><title type='text'>RC: Paciência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RC: Paciência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;'Look at me - see me'&lt;br /&gt;'Look at me - save me'&lt;br /&gt;'Free me - find me'&lt;br /&gt;'cos if there's&lt;br /&gt;Somebody for someone&lt;br /&gt;Yeah look at me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somebody for Someone&lt;/span&gt;, The Corrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- E ela me disse que ele repetia "Ela é um gênio!" enquanto falava de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quantas pessoas ao longo da sua vida você encontra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com quantas delas você poderia ficar junto para sempre? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem disse que há apenas uma pessoa no mundo que poderia ser a pessoa da sua vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela ouvia a mãe dela contar o que a outra mãe dissera. Quem diria, ela havia impressionado alguém do gênero oposto. E com o atributo que ela sempre achara que não impressionaria ninguém, mas com o qual ela sempre sonhara impressionar: a inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não, não estou falando daquele amor platônico não-correspondido pro anos. Esqueça isso! Estou falando daquela pessoa que passou pelas suas mãos e mesmo assim você deixou-a ir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois não eram tão diferentes, tinham em torno da mesma idade e em comum tinham a atenção que ambos dedicavam aos computadores. Para ela, era o hobby que ajudava a espantar a solidão. Para ele, era o ganha-pão, e a questão de se trabalhar com o que se gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E porquê você deixou ela ir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também tinham muitas diferenças. A principal delas era os dois filhos a esposa que esperavam a ele em casa, enquanto ela estava bem longe de algo parecido.&lt;br /&gt;A primeira vez que eles se viram ela nem sequer estava arrumada, estava com suas roupas mais largadas, roupas para se ficar em casa. E estava jogando Street Fighter no pc com um emulador de Playstation. Surpreendente? Para ele sim. Para ela era a rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Momento errado, talvez. Quando ela por fim apareceu, seria errado você ficar com ela. Centenas de anos atrás, Shakespeare já nos falava sobre o homem certo no momento certo. Para você, foi o momento errado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles ainda se viram outras vezes. Ele deixou com ela um modem de 56k que nem fez questão de ter de volta quando ela passou a usar Banda Larga. Ela tinha um pc problemático, e o modem ADSL dela era mais problemático ainda. Ele adicionou ela no msn para ver o que conseguia fazer, e ela não acreditava que alguém usasse o msn para fins de trabalho e riu da cara dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ou será que a culpa é sua? Você se atirou com sede ao pote. Ao primeiro pote que viu. E depois encontrou outro pote melhor, mais bonito, que atende melhor as suas necessidades. Mas  agora você não pode abandonar o primeiro pote.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele percebeu no que havia se metido. E logo logo o nome dela foi deletado da lista do msn dele. Uma amiga dela dissera que o caminho para o coração de um homem passa muito perto das preferências dele. Dizia a amiga que às vezes cai neles a ficha de que é necessário mais do que um corpinho e um rostinho bonito: um cérebro também ajuda. Uma garota que pudesse fazer companhia no fliperama e que não o chamasse de idiota ao ouvi-lo dizer que queria um novo videogame. E, quando um dos melhores amigos dela disse que iria começar a trabalhar com computadores, ela lhe disse que assim ele poderia conhecer garotas. O amigo dela respondeu que não era uma boa, porque a maioria das meninas não sabia muita coisa de computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não estou questionando quem você ama. Você sabe, o amor é aquele sentimento puro, intocável e blá blá blá. Mas eu estou questionando quem seria melhor para você. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele lembrava-se do dia que a ficha caíra. Ele estava saindo da casa dela, sem ter conseguido fazer aquele maldito modem conectar. Chovia muito, ela oferecera um guarda-chuva, mas tudo o que ele pediu foi uma sacola para não molhar o modem. A sensação de incompetência por ter falhado mais a dor que a queda da ficha o ocasionava quase chegavam a fazer seu corpo, molhado pela chuva, doer. Porque tinha de ser tudo assim? Ele era um bom moço, havia se esforçado tanto, era o único dos seus irmãos que havia feito "algo que prestasse" na vida. Porque agora ele se sentia tão impotente? As vozes na cabeça dele dizendo que ele era um perdedor, como fazê-las parar? Ele era esforçado, um bom pai, um bom esposo. E ela? Ela era um gênio. Seria ela um gênio, como naquele programa de TV que a garota morava dentro da garrafa e fazia magias? Magia, talvez fosse isso mesmo, porque uma garota assim não deveria existir. Não após você já ter achado alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arrependimento mata? Pois então, arrependa-se. Arrependa-se! As mães não raro dizem para que vocês namorem apenas depois da faculdade. Elas dizem isso porque sabem que a ficha que está caindo em você agora não cai tão cedo na vida de um homem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogos vinham à sua mente:&lt;br /&gt;- E a sua esposa, ela gosta de computadores também? O que ela faz neles? - ela lhe perguntou.&lt;br /&gt;- Joga Paciência. - ele respondeu, tentando rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paciência. Era o que lhe restava. A vida dele já estava traçada. Casado, pai de dois filhos, enquanto ela flutuava magicamente livre por aí. Ele olhou para cima. A chuva pingava nos seus óculos, e ele mal conseguia enxergar. Porque tudo tem de ser assim? Porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É tarde para voltar atrás, e nessa você perdeu. Volte para sua mulher e filhos. Sua esposa normal, com suas dúvidas e necessidades de garota normal. Já era.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cala a boca! - ele gritou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu, calar a boca? Claro, posso perfeitamente parar de falar. Afinal, você mesmo irá carregar isso para sempre agora, e não precisará de alguém para ficar lembrando. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-4823548232198026200?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/4823548232198026200/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=4823548232198026200' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/4823548232198026200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/4823548232198026200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/04/rc-pacincia-look-at-me-see-me-look-at.html' title='RC: Paciência'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-4488338381330748816</id><published>2007-03-31T14:38:00.000-05:00</published><updated>2007-04-05T14:37:47.758-05:00</updated><title type='text'>RC: Brincando de morrer</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A vida de um sonho é complicada quando você tira ele do armário. Apenas com este conto que apresento a vocês, garanto que o meu sonho perdeu alguns quilos devido ao esforço. O trabalho foi considerável, ainda mais pela intervenção musical que me fez mudar o destino original da personagem principal do conto. Algum dia, todos esses contos com RC estarão em um bonito livro, que vocês poderão ler nas suas próprias mãos ao invés de online. Sei que pedir comentários não fará algumas pessoas que aqui passam comentarem, mas mesmo assim, peço que comentem. E aproveitem!  :)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RC: Brincando de morrer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Chegamos perto do final&lt;br /&gt;Eu fico assim porque não sei me conter&lt;br /&gt;Só conheço uma luz&lt;br /&gt;Não vejo lógica no fim&lt;br /&gt;Odeio ter que esperar para saber&lt;br /&gt;O que é tão claro pois&lt;br /&gt;Quebraram o relógio do universo&lt;br /&gt;E eu não vou ficar para trás&lt;br /&gt;Trocaram o errado pelo certo&lt;br /&gt;Cem anos não me bastam mais&lt;br /&gt;Mesmo assim, não fique aí parado, meu rapaz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Relógio do Universo&lt;/span&gt;, Lunática&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabava mais uma manhã de aulas. Bandos e bandos de garotas saíam das salas, radiantes, com sorrisos alegremente estampada nos seus rostos. Conversavam sobre o conteúdo recém-aprendido, e os planos para o fim de semana ao lado dos namorados. Eram tão felizes que a felicidade delas parecia resplandecer ao Sol.&lt;br /&gt;Porém, nem todos estavam brilhando naquele fim de manhã de sexta-feira. Será que é obrigação das pessoas ter felicidades que resplandecem ao Sol? Será que, apenas tendo isso, você é normal e pronto?&lt;br /&gt;Eram essas perguntas que passavam na cabeça de uma menina isolada que, de longe, observava as colegas como quem via um programa na televisão. Ela abaixa a cabeça e olha para o visor do celular, deixando os longos cabelos loiros pendendo ao lado do rosto. Não havia nem ligações nem mensagens. Para que diabos ela tinha aquele maldito aparelho, que não recebia nem mensagens nem ligações? Se ela fosse alguém com mais determinação, ela atiraria o celular longe naquele mesmo instante. Mas ela não fez nada. Era geralmente o que ela fazia: nada. Os outros é que faziam, eles é que normalmente iam embora da vida dela.&lt;br /&gt;A manhã que então findava era a de um dia de outono, que então deixava o pátio do campus cheio de folhas. Ela podia sentir o vento mexendo no seu cabelo e batendo contra seu corpo magro. Quantos quilos ela tinha perdido desde que toda essa história começara? Desde que ela entrara em queda-livre? Não há como saber o tamanho do estrago até se chegar ao fundo.&lt;br /&gt;De repente, como um tiro em meio ao silêncio sem palavras, o celular tocou. Era o último resquício de família que ela ainda tinha: sua mãe.&lt;br /&gt;- Oi, mãe. - disse ela, levando o aparelho ao ouvido enquanto lutava contra o vento batendo nos seus cabelos. - pode falar, estou ouvindo.&lt;br /&gt;- Carolina, onde você está? - A voz da mãe dela ainda soava excessivamente preocupada. Haviam passado menos de quinze minutos do fim da aula, onde ela poderia estar? Mas ela mal levou isso em consideração, deveria ser uma preocupação natural para uma mãe que já perdeu um filho.&lt;br /&gt;- Acabei de sair da aula, mãe. Hoje só vou ver aquelas aulas e depois vou pra casa, acho que antes das cinco eu chego.&lt;br /&gt;A mãe dela disse "Ah, tá" e desligou. Aparentemente, a necessidade de segurança diária dela já havia sido suprida. Carolina começou a caminhar afastando-se do prédio de aulas, as folhas levadas pelo vento batendo nas suas costas. O cabelo, sendo levado pelo vento o tempo todo, a incomodava. Ela era uma estudante de Pedagogia, que dava aulas particulares para crianças no seu tempo livre. No entanto, quem a tivesse visto no começo da faculdade poderia até mesmo não a reconhecer agora. Com vinte e um anos, cerca de uns vinte quilos e incontáveis sorrisos a menos, Carolina vagava pelo campus afora, sem amigos. Enquanto caminhava para fora do campus, revivia as memórias dos útimos acontecimentos.&lt;br /&gt;Talvez o mesmo vento, que fazia seus cabelos esvoaçarem, ajudasse a levar as pessoas embora. Ela lembrou-se do dia que, não muito tempo depois de ela ter passado no vestibular, ela chegou em casa para receber a notícia a respeito do seu irmão. Ventava um pouco no dia que ela soube que ele tinha se ido para sempre. Aquele rapaz alto, loiro, de ombros largos, que tanta segurança lhe passava, não existia mais. Mal havia Carolina se acostumado a ter passado de filha mais nova para filha única quando mais uma pessoa havia se ido da casa. Enquanto ela estava na aula, ela perdera uma daquelas cenas que fazem a rua parar para olhar, e que teve como resultado o fato de que, ao chegar para o almoço, apenas sua mãe estava em casa. Seu pai havia se ido também.&lt;br /&gt;Qual era o problema das pessoas, que se iam assim, tão facilmente? Tão simplesmente? Deixar de existir é tão simples? Ela própria pensava em desistir, em sumir também. Parecia ser tão fácil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carolina marcava suas aulas por telefone, então ela acabava por conhecer seus alunos apenas no momento da aula mesmo. Ela parou em frente do prédio no qual estaria seu aluno de hoje. Era um desses prédios históricos. Um prédio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;velho&lt;/span&gt;. Desses que, quando você vê, você fica em dúvida se eles ainda são habitados normalmente ou se estão ali apenas para que as pessoas lembrem do passado ao olhar para eles. Ainda parada em frente ao prédio, apenas seus olhos azuis se moviam, observando este e aquele detalhe da construção. Prédios antigos faziam com que ela sentisse cheiro de morte. Ela torceu o nariz e tocou a campainha.&lt;br /&gt;Quem abriu a porta foi um sorridente garoto de cabelos ainda mais loiros do que os de Carolina. Ah, não, mais sorrisos, pensou ela. Por um instante, ela desejou desaparecer, evaporar no ar, enquanto ouvia a vozinha feliz do garoto lhe dirigindo a palavra.&lt;br /&gt;O garotinho loiro, que não deveria ter mais do que seis anos de idade e usava uma roupa parecida com um pijama, então a conduzia ela pela casa, cheia de corredores que dobravam aqui e ali, parecendo um labirinto. Um labirinto agoniante. Haviam nas paredes lindos quadros e o chão era forrado com belos tapetes bordados. Mas ainda era um labirinto agoniante. O garotinho falava sem parar, enquanto ela já havia desligado do que ele dizia, e apenas o seguia automaticamente. Os olhos dela estavam presos ao estranho cenário que aquela casa formava. Dentro daquela casa, ela sentia-se em algum lugar do século dezoito. Os móveis tinham aparência de móveis antigos, mas todos reluziam, mostrando que eram novos ainda. Estava difícil de entender o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;Até que eles chegaram à sala. Era uma sala ampla, e com poucos móveis. Encalavrada em um canto da sala, havia uma mesinha, com cadernos e livros. E na parede, de frente para a porta, um quadro enorme, que parecia ser um retrato do próprio menino. Carolina caminhou lentamente até a frente do quadro, os braços pendendo soltos ao longo do corpo, sua pasta estilo carteiro batendo na sua perna. Parou em frente a ele, e apenas então, ela se deteve a olhar os detalhes. A roupa que o menino usava no quadro soava a ela como algum tipo de fantasia, com babados e rendas. Parecia saído de algum lugar incerto do passado, algo semelhante às ilustrações representando o personagem principal do livro O Pequeno Príncipe, talvez.Apesar da diferença óbvia de idade, alguma coisa nele fazia com que ela pensasse no irmão mais velho que ela perdera. Os olhos dele eram de um verde-água, água de um mar calmo, mas que poderia atacar com ondas enormes a qualquer instante. A qualquer instante mesmo.&lt;br /&gt;- Não se mexa! - o garoto gritou, e Carolina virou-se na direção dele, que estava perto da porta, atrás dela. Ela ouviu o som de algo movendo-se contra o vento, e de pequenos objetos balançando. O teto estava descendo? Não, era o lustre que estava caindo. Indo exatamente na direção dela. Ela quis correr. Quis gritar. Mas não fez nada disso. Era geralmente o que ela fazia: nada. O corpo dela caiu ao chão, com os cabelos loiros esparramados, empapados de sangue, mesmo sangue que formou uma poça no tapete ao redor dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela abriu os olhos. Olhou para o próprio corpo, nada aparentava estar faltando. No entanto, havia sangue nas suas roupas. Passou a mão nos cabelos. Estavam cheios de sangue. Mas não havia corte, não havia ferimento. Com os olhos parados, olhando para nada, ela tentava entender o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;Ela olhou em volta. Aparentemente, ela estava em algum tipo de sala. Escura. A única fonte de luz na sala era algo que de longe parecia um espelho, localizado às costas dela. Com que por instinto, ela seguiu a luz e aproximou-se do tal objeto. Tocou nele, e sentiu que ele era gelado, semelhante a vidro. Na verdade, parecia mais uma janela. No entanto, ao olhá-lo de perto com os olhos fixos nele, ela percebeu que o que ela estava vendo era nada mais nada menos do que o enorme quadro que estava na sala do menino. Era como se ela estivesse vendo o quadro pelo avesso. No entanto, o garoto, que antes posava sozinho imponente no meio do quadro, agora tinha uma companhia retratada nele. Uma garotinha loira, de longos cabelos lisos escorridos, de cerca de seis anos de idade, trajada num estilo similar ao do garoto, e com uma cruz na mão. Parecia incrivelmente com ela própria.  Ela tentava lembrar se o garoto estava já anteriormente segurando uma cruz, mas ela realmente não conseguia lembrar disso.&lt;br /&gt;A pintura que antes estendia-se na parede agora parecia ter sido feita em vidro mesmo, pois era possível para ela enxergar a sala na qual ela estivera a poucos intantes atrás apenas olhando para "o outro lado" da pintura. E lá, no meio da sala, era possível ver seu corpo estendido. A garota soltou um grito de admiração e levou as duas mãos à boca ao ver seu próprio corpo estirado no chão da sala, deformado com o impacto do lustre sobre ele.&lt;br /&gt;- Você conseguiu - disse uma voz atrás dela.&lt;br /&gt;Era o garoto. Sua voz soava agora um pouco grave demais para ser uma voz de criança, mas era ele mesmo.&lt;br /&gt;- Você me matou! - exclamou ela, virando-se para ele bruscamente, com o seu espanto estampado claramente na sua voz.&lt;br /&gt;- E você não queria morrer? Não era isso que você queria? - respondeu ele, sério, olhando ela de braços cruzados.&lt;br /&gt;A resposta desarmou ela, que baixou os braços e ficou parada, olhando para ele. Ele seguia encarando-a, sem sorrir. Sim, era verdade, ela dizia com frequência que queria morrer. Mas ver seu corpo inerte e desmantelado não havia passado pela sua mente.&lt;br /&gt;- Eu só...queria...&lt;br /&gt;Ela queria fugir. Fugir de tudo que estava dando errado. Fugir de tudo que acontecia de maneira imprevista, de um jeito que ela não sabia o que esperar. Fugir de tudo que ela não sabia controlar.&lt;br /&gt;- Eu lhe dei o que você queria - ele ainda a encarava, quase com cara de raiva. - e agora ninguém mais vai fugir. Ninguém mais vai magoar você.&lt;br /&gt;Ela olhava para ele com uma expressão apavorada estampada no rosto, os olhos lacrimejantes. Queria fazer alguma coisa, mas não sabia o quê.&lt;br /&gt;- Olha - disse ela, se esforçando para formular seus pensamentos o mais claramente possível - isso é um mal-entendido, eu quero voltar.&lt;br /&gt;- Para quê? - disse ele, de braços cruzados, impassível - Para continuar sendo abandonada?&lt;br /&gt;Ela não via resposta para isso. Ela achava que ele tinha razão, então como contrariar?&lt;br /&gt;- Tem várias coisas que eu ainda não fiz na vida... - chutou ela. Foi o que lhe viera à mente na hora.&lt;br /&gt;- Como por exemplo....?&lt;br /&gt;Ela girou os olhos. Olhou em volta. Olhou para cima, como se isso a fizesse entrar em contato com os próprios pensamentos. De repente, com a rapidez de uma luz que é acendida na escuridão, uma idéia lhe ocorre:&lt;br /&gt;- Eu nunca amei ninguém!&lt;br /&gt;A surpresa com as palavras dela ficou evidente no rosto dele.&lt;br /&gt;- Nunca amou ninguém? - repetiu ele, como se não acreditasse.&lt;br /&gt;- É! Você sabe, eu nunca namorei ou algo assim...&lt;br /&gt;A vida de Carolina no departamento amoroso era até então uma coleção de declarações não-correspondidas e de amores platônicos, nenhuma chance de relacionamento real. Se alguém dissesse a ela poucas horas atrás que ela usaria isso para salvar a própria vida, ela provavelmente teria olhado para a pessoa com sarcasmo e dado risada.&lt;br /&gt;Ele ficou parado, olhando para ela, sem emitir um único som. Permaneceu assim por um tempo, até que por fim ele falou:&lt;br /&gt;- Depois de tudo que você passou, depois de tudo que você viu...você ainda quer tentar isso, só para ser abandonada de novo?&lt;br /&gt;Ela tentava juntar forças para contra-argumentar. Ela por fim conseguiu dizer:&lt;br /&gt;- Bem...se eu morrer, eu não vou nem ter como tentar, né? - disse ela, tentando sorrir timidamente.&lt;br /&gt;- Você passa o tempo todo pedindo uma coisa e, quando a ganha, diz que não quer mais...depois não me venha reclamar! - disse ele, com raiva.&lt;br /&gt;Mal ele terminou de pronunciar essas palavras e a luz que provinha do quadro se apagou. A sala ficou totalmente escura. É o fim em definitivo, ela pensou. Ficaria na morte para sempre. O primeiro pensamento que lhe ocorreu foi sentar em um canto e chorar. Ela, porém, logo sacudiu a cabeça, balançando para os lados os longos cabelos loiros:&lt;br /&gt;- Sentada não chegarei a lugar nenhum.&lt;br /&gt;Em uma escuridão na qual não se via nada, Carolina estendeu os braços para a frente e saiu andando, sem saber para onde, sem saber esperando o que encontrar.&lt;br /&gt;Ela não saberia dizer quanto tempo ela passou caminhando no escuro. Ela não saberia dizer quantos milhares de vezes ela pensou em desistir. Mas ela seguiu caminhando. E, por fim, bateu em alguma coisa semelhante a uma parede, que tinha textura de madeira. Não, não era uma parede: era uma porta. Tinha uma maçaneta, gelada e arredondada. Girando a maçaneta pode-se ouvir o gemido da porta ao ser aberta e logo uma luz forte e intensa cobriu os olhos azuis dela: ela estava na rua de novo.&lt;br /&gt;- Acho que eu vou sair da comunidade "Eu nunca morri na minha vida" - disse ela, e começou a caminhar no caminho para casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-4488338381330748816?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/4488338381330748816/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=4488338381330748816' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/4488338381330748816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/4488338381330748816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/03/rc-brincando-de-morrer.html' title='RC: Brincando de morrer'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-196610184916062438</id><published>2007-03-18T15:45:00.000-05:00</published><updated>2007-04-05T14:36:22.863-05:00</updated><title type='text'>RC: The Other Side.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Recentemente resolvi abrir o armário no qual eu guardava meus sonhos, e esbarrei com um deles dormindo, lá num canto escuro. Era o sonho de um dia lançar um livro de minha autoria. Esse sonho é gordinho e sedentário, pois é alimentado há vários e vários anos. No entanto, os olhos dele são muito sensíveis à claridade, pois ele nunca vira o sol. Praticamente ninguém que me conhece sabia da existência dele. Guardei um outro sonho meu, que estava magro e cansado de tanto trabalhar, e resolvi tirar esse sonho do armário. Para isso, tive de mexer em outro armário, o armário no qual guardo algumas das minhas idéias literárias, digamos assim, e colocá-las para fora também. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Todas as vezes que vocês lerem este pequeno texto que vocês estão lendo agora antes de um conto aqui no blog, significa que esse conto está sendo cogitado para o meu livro. Por isso, quer você seja uma pessoa desconhecida acessando randomicamente meu blog ou quer você seja um amigo meu que me conhece a anos, peço que você comente. Se você estiver lendo isso antes do texto, e se você vir as iniciais RC no título do texto, por favor comente o que achou a respeito dele aqui no blog, pois estes textos necessitam de um feedback. Talvez vocês vejam textos irem e voltarem, textos serem postados mais de uma vez, com apenas pequenas diferenças no texto original. É assim mesmo que é para ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No momento, as idéias estão correndo por aí, como hamsters na esteira. Preciso da ajuda de vocês para saber quais delas devem continuar ganhando ração após a corrida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RC: The Other Side.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;                                                                            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;                                                                        The Grass is always  greener on the other side.&lt;br /&gt;                                                                                                             &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Side&lt;/span&gt;, Travis&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia era a mesma coisa. Minutos e mais minutos amontoavam-se sendo desperdiçados dentro de um ônibus, cheio de gente, e isso tudo apenas para se chegar onde se precisava chegar. Apenas a jornada já era cansativa, o que dirá o resto do dia?&lt;br /&gt;À medida que o ônibus entrava na Free-way, era possível ver as expressões paradas das pessoas contrastando com a paisagem se movendo rapidamente do lado de fora da janela. Uma massa amorfa de pessoas indo trabalhar, indo estudar, indo, enfim, cuidar das suas vidas. Um rebanho de pessoas paradas dentro de uma caixa se movendo estrada afora.&lt;br /&gt;Para quê?&lt;br /&gt;Era isso que ela se perguntava, olhando pela janela. Ela bocejava, mecanicamente passando a mão pelos seus cabelos lisos. Ver seu próprio reflexo contra a janela, ver seu rosto flutuando em meio à paisagem da rua seria surreal, se já não tivesse visto isso todo dia. Rotina. Até mesmo algo surreal, em contato com a rotina todo dia, acaba desbotando.&lt;br /&gt;- Roberta!&lt;br /&gt;Roberta virou-se e olhou para a garota sentada ao seu lado no ônibus. O vento que entrava pelas janelas abertas do ônibus fazia o longo cabelo da garota ondular, às vezes cobrindo seu rosto. Ela repetiu o gesto mecânico de passar as mãos no próprio cabelo, enquanto ouvia a garota falar:&lt;br /&gt;- Ontem estreou a segunda temporada de Card Captor Sakura!  Agora a Sakura converte as Cartas Clow em Cartas Sakura, e elas ficam cor-de - rosa!&lt;br /&gt;Era normal ela largar um assunto assim, do nada. Sempre que Roberta ficava quieta, ela se encarregava de não deixar a situação por muito tempo assim. Parecia a Roberta que ela queria apenas um pretexto para ouvir a voz dela, como se qualquer assunto no fundo apenas servisse para carregar consigo um "Ei, fale comigo!" embutido atrás.&lt;br /&gt;- É mesmo? - disse Roberta, olhando para ela e logo em seguida voltando o olhar para a janela - e o Shaoran, como fica nessa temporada?&lt;br /&gt;Com Roberta tendo dito seu turno, agora ela seguiria falando. Roberta gostava do som da voz dela, era suave e infantil. Mas, com a própria Roberta perdida nos seus pensamentos, a voz dela era apenas uma suave e infantil música ambiente. Junto com as árvores passando rapidamente do lado de fora, Roberta sentia que algo estava se indo. E rápido, como a paisagem lá fora. Mas o quê?&lt;br /&gt;- Ei, eu perguntei o que você acha! - Roberta levou um cutucão no braço. Ela não estava a par do assunto. Apenas ouvia a voz dela ao fundo. Sim, ela gostava de ouvir ela falar. Então, onde estava o problema?&lt;br /&gt;- Eu acho que a Sakura deveria ficar com a Tomoyo - arriscou Roberta, sem ter certeza de a quantas o assunto andava. Ela sentia algo se esvaindo, algo sendo levado embora junto com o vento que soprava forte dentro do ônibus. Ela olhou para a garota ao seu lado. Desejou que ela dissesse o que havia de errado. Desejou que ela dissesse o que estava se indo.&lt;br /&gt;- Eu também acho! - respondeu ela, com um grande sorriso, os olhinhos negros brilhando. Ela parecia tão feliz simplesmente por estar ao lado de Roberta, apenas por isso!&lt;br /&gt;Não, ela não podia ler seus pensamentos. Claro que ela não poderia dizer o que ocorria, disse Roberta para si própria, tentando se convencer.&lt;br /&gt;E a cena se repetia dia após dia. Roberta seguia perdida em seus próprios pensamentos. Até que, na sexta-feira, algo de diferente brotou, como uma flor que nascera perdida sozinha no alto da montanha:&lt;br /&gt;- Você já se perguntou para onde vão todas essas estradas?&lt;br /&gt;Roberta virou-se e olhou para ela subitamente, sem nem passar a mão nos cabelos. Será que, de tanto pensar, o vento levara os pensamentos de Roberta voando até a mente dela? E ela apontava para fora, traçando com os dedos linhas que seguiam as diferentes estradas da Free-way.&lt;br /&gt;- São tantas estradas, e a gente segue sempre a mesma. O que será que tem nas outras?&lt;br /&gt;Nas outras estradas, o que haveria nas outras estradas? Certamente algo que vivo e brilhante, que não haveria ainda desbotado pela rudeza do contato diário com a rotina.&lt;br /&gt;- Depende da estrada - respondeu Roberta, sem conseguir colocar seus pensamentos em palavras. Mas ah, a semente estava lançada. As outras estradas, claro!&lt;br /&gt;E então o domingo chegou.&lt;br /&gt;Os mesmos raios de sol que costumavam incomodar os olhos das duas quando elas estavam dentro do ônibus agora entravam janela adentro e encontravam a garota de cabelos longos dormindo. Dormia ela, com uma camisolinha branca, e foi assim que Roberta, que estava de jaqueta de couro e calças jeans, encontrou-a quando ela abriu a janela. Atrás de Roberta havia um carro vermelho, com o porta-malas abarrotado de coisas. Roberta apontou para o carro e disse:&lt;br /&gt;- Pegue suas coisas e vamos embora!&lt;br /&gt;A confusão era evidente nos grandes olhos negros dela, que olhavam para Roberta e piscavam, silenciosamente pedindo uma explicação. Roberta ajudou-a arrumar suas coisas e, com uma grande mala, as duas entraram no carro e foram se afastando cada vez mais da casa dela. Logo a paisagem familiar fez com que ela começasse a reconhecer o caminho que ambas estavam pegando: era o mesmo do ônibus de todo dia.&lt;br /&gt;Por fim, o carrinho vermelho chegou na Free-way. Roberta olhou pra ela e, com um sorriso maroto, disse:&lt;br /&gt;- Vamos ver o que há nas outras estradas?&lt;br /&gt;Ela não respondeu, apenas manteve os olhos arregalados enquanto viu Roberta atirar o carro para fora da estrada, caindo no matagal que ladeava o acostamento. E quem passasse ali de ônibus naquela hora veria o carrinho vermelho abrindo seu próprio caminho em meio ao mato da beira da estrada, tocando a grama fresca e novinha que ainda não havia sido pisada antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Post escrito ao som de:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Garnet Crow - Kaze to Rainbow&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Garnet Crow - Kono te o Nobaseba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Garnet Crow - Mawari Michi &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-196610184916062438?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/196610184916062438/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=196610184916062438' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/196610184916062438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/196610184916062438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/03/rc-other-side.html' title='RC: The Other Side.'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-6092068527220482256</id><published>2007-03-07T23:33:00.000-05:00</published><updated>2007-03-08T00:02:04.068-05:00</updated><title type='text'>Como dizer que te amo: um fanfic</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Novamente, material de reciclagem! Um fanfic de King of Fighters que eu escrevei a um tempo atrás estrelando meu "casal" favorito da série de jogos - Kensou e Athena -  e é referente ao KOF 2003, ano no qual o time dos Psycho Soldiers foi formulado sem a Athena, que estava no High Schoolgirls Team. Não postei esse fanfic em lugar nenhum, e é a primeira vez que ele sai à luz. Aproveitem! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Kensou &amp; Athena: como dizer que te amo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fim de 2003. Athena Asamiya estava separando as cartas dos fãs em meio a correspondência normal, escolhendo as mais comoventes para  usar no seu especial de fim de ano na TV Tokyo. Bao e Kensou estavam rondando Athena enquanto isso, tentando se esconder atrás da  parede mais próxima , enquanto ela parecia bem concentrada no que fazia e não reparou nos dois.&lt;br /&gt; - Estamos quase em dezembro... o que dou de presente para a Athena esse ano? - disse Kensou, inquieto. Bao ficou pensativo por alguns segundos e respondeu :&lt;br /&gt;- Que tal qualquer coisa que tenha escrito "eu te amo"? - disse ele, inocente.&lt;br /&gt;Kensou esticou o pescoço para enxergar o que Athena estava fazendo . Ela acabava de abrir um pacote enorme com um urso de pelúcia branco, o qual segurava um grande coração vermelho com um "eu te amo" escrito. &lt;br /&gt;- Ooohhh, que fofo!! - exclamou ela - já disse para eles não fazerem isso.... deveriam doar esses bichinhos fofos para crianças que precisam deles.... - e, mudando de expressão, acrescentou - ei, acho que eu posso dizer isso no programa! O que você acha disso, Kensou?&lt;br /&gt;Kensou arregalou os olhos ao ouvir seu nome e Bao começou a rir da cara engraçada que Kensou fez. Saindo de trás da parede, Kensou parguntou, surpreso:&lt;br /&gt;- Você sabia que eu estava aqui ??&lt;br /&gt;- Claro! - respondeu Athena, com o sorriso normal que desarmava Kensou.&lt;br /&gt;- Mas...como? - perguntou ele&lt;br /&gt;- Fácil : ouvi sua voz quando perguntou para Bao sobre o presente de Natal.&lt;br /&gt;Bao riu mais ainda quando viu o rosto de Kensou ficando coberto de um vermelho cada vez mais forte.&lt;br /&gt; - Uh...é....eu .... - Kensou patinava nas palavras e não saia do lugar . Até que saiu do lugar fisicamente falando : saiu correndo enquanto Athena ria dizendo "que kawaii".&lt;br /&gt; Kensou corria, corria, corria até que parou de correr e se escorou na primeira parede que viu . Bao vinha atrás , mas sem correr. Ele, Bao, já estava acostumado a ouvir as histórias desses dois, embora não houvesse muito o que fazer. Quando Bao chegou, encontrou Kensou sentado no chão.&lt;br /&gt; - Eu não entendo vocês dois, sinceramente - disse Bao, inocentemente dizendo o que para ele era a verdade.&lt;br /&gt; - Sempre fica pior nessa época do ano - disse Kensou - a cada ano novo que chega, tenho medo de perdê-la....&lt;br /&gt; - Perdê-la como? - perguntou Bao - você tá sempre junto com ela ...até nas turnês você vai!&lt;br /&gt; - Não é distância física - respondeu Kensou, mais sério - tenho medo de perder o coração dela....&lt;br /&gt; Para Bao, não parecia haver maneira de Kensou perdê-la , a menos que Athena deixasse os Psycho Soldiers, já que os quatro estavam quase sempre juntos. Até os fãs de Athena já os conheciam, e Athena tivera de dizer várias vezes que ela e Kensou eram "apenas bons amigos" para acalmar a multidão masculina de fãs que ficavam sabendo que havia um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homem &lt;/span&gt; vivendo debaixo do mesmo teto que ela.&lt;br /&gt; Naquele mesmo dia, no fim do horário destinado ao treinamento, Chin estava novamente chamando a atenção de Kensou por não estar com seus poderes devidamente desenvolvidos a essa altura, e foi nesse momento que ouviu-se uma voz fininha gritando "Athenaaa!"  . Todos pensaram que outra fã havia invadido o local de treinamento de novo, mas não era uma fã : era Hinako. As duas correram uma em direção a outra e , após uma tonelada de cumprimentos extremamente kawaii, Athena pediu licença e saiu com Hinako. Kensou achou estranho Athena sair sem trocar de roupa antes. Chin limitou-se a dizer aos que ficavam que podia sentir que "Hinako trazia grandes novidades". Quando Bao perguntou se as novidades eram boas, Chin respondeu que isso estava fora do seu alcance; sabia apenas que eram novidades. Kensou ficou olhando para as duas que sumiam no horizonte, torcendo para que aquilo fosse apenas "coisa de menina" e nada mais.&lt;br /&gt; Quando Athena retornou naquela noite, Kensou estava na cozinha, às voltas com uma grande porção de nikuman que ele mesmo resolvera fazer para distrair-se e não "pensar bobagem". Se nikuman tivesse teor alcoólico, Kensou já estaria bêbado, pois havia comido uma boa perção deles. Quando Athena chegou, ela ouviu-a conversando com Chin e Bao, mas , ao invés de sair correndo para vê-la (sua atitude normal) , resolveu terminar a fornada de nikuman e levar o mais gordinho de todos para ela. Ou talvez isso fosse apenas uma desculpa para justificar o sentimento estranho que passava na cabeça de Kensou naquele instante. Mas o próprio Kensou afastou essa hipótese , acreditando na sua apaixonada sinceridade de apaixonado.&lt;br /&gt; No instante em que Kensou entrou na sala com o bolinho de nikuman quentinho nas mãos, Chin estava terminando a frase da qual Kensou ouviu apenas:&lt;br /&gt;- ... e vc precisa contar isso também para o Kensou ...&lt;br /&gt;-  Contar o quê? - exclamou Kensou , surpreso, quase deixando o nikuman cair.&lt;br /&gt;Kensou olhou para Athena e sentiu uma hesitação no olhar dela. Mas, segundos depois, Athena sorriu e, puxando Kensou pelo braço, disse:&lt;br /&gt; - Venha, vou te mostrar uma coisa !&lt;br /&gt; Athena levou Kensou para seu quarto. Apenas pensar no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quarto&lt;/span&gt; da Athena deixou Kensou vermelho, mas lago provou -se que não era nada: Athena parou em frente ao guarda-roupa, tirou de lá uma roupa vermelha e disse:&lt;br /&gt; - Veja , Kensou, minha roupa para o especial de fim de ano. O que você acha dela?&lt;br /&gt; Kensou analisou a roupa nas roupas de Athena. Assim, apenas nas mãos dela, parecia apenas um pedaço de pano vermelho, e Kensou não entendia onde ela queria chegar. Em uma atitude que surpreendeu Kensou, Athena perguntou:&lt;br /&gt; - Quer que eu experimente?&lt;br /&gt; Kensou ficou vermelho e Athena tomou isso como um "sim". Empurrou Kensou para fora do quarto e começou a se trocar.  Kensou ficou parado do lado de fora da porta, olhando para o nikuman ainda em suas mãos. Sabendo que Athena demorava muito cada vez que ia se trocar, Kensou largou o nikuman na cozinha e voltou para seu posto na porta do quarto. Devem ter se passado entre quinze e vinte minutos desde que Athena entrara no quarto para se trocar e Kensou esperava lá fora. Quando Kensou começou a achar a demora acima do normal e resolveu se escurar na porta para esperar, Athena abriu a porta do quarto e ele caiu estatelado no chão. Do chão , olhando para Athena, Kensou pôde ver apenas que ela usava uma saia vermelha cheia de rendas. Athena pensou em puxar Kensou pelo braço, mas como qualquer contato físico entre os dois era perigoso para a saúde (do Kensou), apenas disse para ele levantar.&lt;br /&gt;  Kensou levantou e olhou para Athena. Em segundos , Kensou tinha seu veredito da roupa : achara Athena linda como sempre. Ela estava usando botas vermelhas até o joelho , detalhe que Kensou estranhou, pois geralmente  a equipe de produção dela deixava as pernas dela à mostra. Isso era contrabalançado pela saia, vermelha com rendas brancas e armada, bem ao gosto das cantoras de j-pop kawaii. Apesar de kawaii, a saia era bem curta. A parte de cima da roupa era composta por uma blusinha sem mangas , com uma abertura bem no meio do peito e com um coraçãozinho no pescoço. Aliás, Kensou estranhou todos aqueles corações na roupa de Athena (nas botas, na tiara e na blusa), já que ela sempre preferia estrelas e ele sabia disso. Mas, mesmo que não estivesse 100% de acordo com a roupa, não deixava de achar Athena linda, isso era inevitável para ele.&lt;br /&gt;- Você é o primeiro que está vendo a roupa depois de pronta, o que achou? - perguntou Athena&lt;br /&gt;Kensou parou de babar por um instante e tentou se concentrar o suficiente para responder.&lt;br /&gt; - Você está muito bem - foi a resposta que ele conseguiu articular.&lt;br /&gt; - Você acha mesmo? - perguntou Athena de volta. Kensou estava achando muito estranho tudo aquilo, por que Athena estaria valorizando tanto a opinião dele hoje? Ela parecia estar se esforçando para agradar, e quem fazia isso sempre era ele.&lt;br /&gt; - Claro! - respondeu ele, quase gritando, como quem responde uma pergunta idiotamente óbvia. Kensou disse isso e ficou quieto, embora Athena, conhecendo-o, sabia que ele ia dizer mais uma coisa. Só ficou  surpresa com o que ele disse:&lt;br /&gt; - Só ... não gostei desse... decote aí bem no meio da sua blusa... assim, vão ficar olhando para os seus...os seus....&lt;br /&gt;Era a primeira vez que Kensou criticava algo nas roupas de Athena, sua atitude normal era apenas concordar quase cegamente e dizer que ela estava linda.  Athena, surpresa com isso, sorriu sem graça:&lt;br /&gt;  - Te he... fazer o quê, né?&lt;br /&gt;  Os dois ficaram em alguns segundos por algum tempo até que Athena disse:&lt;br /&gt;  - ... e também vou usar essa roupa no King of Fighters 2003.&lt;br /&gt;  - No King of Fighters 2003?? - exclamou Kensou , surpreso - puxa, eu já estava achando que não ia nem ter esse ano! Quando foi que chegaram os convites que eu não vi?&lt;br /&gt;   Athena respondeu olhando para Kensou de uma maneira que mostrava que a notícia por vir não era boa.&lt;br /&gt;   - Kensou , eu ... como eu posso dizer isso? Er.....&lt;br /&gt;   Athena começou a gaguegar e Kensou entendeu que a notícia por vir era a que ele menos queria receber. Quando Athena levantou a cabeça para falar, eram os olhos de Kensou que estavam baixos:&lt;br /&gt;   - Entendi.....&lt;span style="font-style: italic;"&gt;você &lt;/span&gt;vai lutar.... não &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nós&lt;/span&gt;, é isso? - disse Kensou, com uma voz que Athena não tinha ouvido partir dele ainda até hoje.&lt;br /&gt;   Athena não conseguia mais encontrar o olhar de Kensou, apenas via seus cabelos em frente aos olhos , e seria mentira se disséssemos que para ela também não foi difícil responder:&lt;br /&gt;   - É.&lt;br /&gt;   Kensou continuou de cabeça baixa.&lt;br /&gt;   - Perguntei para Chin o que ele achava e ele disse que eu já estou bem o suficiente para lutar em companhia de outro time  e ...&lt;br /&gt;   Athena parou , pois Kensou parecia não mais estar ouvindo. Até que lágrimas brotaram dos olhos dele e ele saiu correndo da frente dela sem dizer mais nada.&lt;br /&gt;                                                                                       .......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Dezembro de 2003. A data marcada par o começo do torneio de artes marciais The King of Fighters 2003 começar  havia chegado.&lt;br /&gt;  Pouco antes de Athena entrar no estádio, foi despedir-se dos outros Psycho Soldiers . Encontrou Chin e Bao apenas. Não pôde deixar de estranhar, mas não disse nada ; despediu-se normalmente. Mas ainda estava se perguntando onde estava quem não estava ali naquele instante.&lt;br /&gt; Quando as membros do "Schoolgirls Team" estavam prestes a entrar na arena, Hinako virou-se para trás para falar com Athena (a última da fila) , querendo perguntar se ela estava muito nervosa. Ao invés disso, acabou gritando:&lt;br /&gt; - Athena, olha lá!&lt;br /&gt; E apontou para trás. Athena virou-se e viu Kensou entrar correndo no mesmo túnel onde elas estavam e que levava ao estádio.&lt;br /&gt; - Athena!! Athenaaa!!! - gritava Kensou, desesperado, achando que não havia sido ouvido. Para a surpresa das outras meninas do time (que já sabiam de toda a novela entre os dois), Athena voltou para trás no túnel e foi falar com ele :&lt;br /&gt; - Kensou, você não deveria estra aqui! - disse Athena, nervosa, com medo de que xingassem Kensou ou algo assim - Porque você não se despediu  de mim lá fora, como os outros ?&lt;br /&gt; - Queria ser a sua última lembrança antes de entrar no estádio - disse Kensou, ainda esbaforido. Athena teve tempo apenas de murmurar "Kensou..." baixinho e ele continuou:&lt;br /&gt; - ... e vc n podia entrar no estádio sem isso - disse, Kensou, abrindo o casaco e tirando algo de dentro . Era um nikuman. Com um coraçãozinho em cima. Athena estendeu as mãos e pegou o bolinho. E foi a última coisa que fez, pois logo em seguida uma tela de vidro enorme surgiu do teto do túnel e pôs-se exatamente entre ela e Kensou : isso era parte do alarme de última chamada, aquele que anunciava quando todos os lutadores deveriam ingressar na arena agora ou não lutariam. A tela de vidro bloqueava o túnel para que ninguém mais entrasse ou saísse. As garotas começaram a apressar Athena e ela recomeçou a andar em direção ao estádio. Virou uma última vez para trás. Viu o rosto de Kensou colado à tela de vidro, chorando; ele nem ao menos pudera ouvir o "obrigado" que Athena dissera ao receber o nikuman. Mas , apesar da tela de vidro abafar os sons, Athena podia ouvir as palavras dele, pois  Kensou gritava, e muito:&lt;br /&gt;  - Athena!! Athena, eu gosto muito de você!!! Athena!!&lt;br /&gt;  Athena não sabia o que fazer e, embora isso também magoasse a ela, seguia andando em direção à arena. Até que Kensou, com toda a sua voz,  gritou por último:&lt;br /&gt;  - Athena!!! Eu te amo!!!!&lt;br /&gt;  Ela virou-se de sobressalto, os cabelos roxos movendo-se no ar : Kensou dizia diariamente que gostava dela , mas nunca  havia dito que a amava. Apesar dos dos gritos de "Athena, nós estamos atrasadas!" das suas colegas de time, Athena voltou até onde Kensou estava. As outras meninas, que sabiam que oficialmente Athena não correspondia aos sentimentos de Kensou na mesma escala que recebia estes, ficaram surpresas quando viram a pequena marca de batom deixada na tela de vidro, bem na altura de onde estava o rosto de Kensou, que olhava para sua Athena sem conseguir deixar de chorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-6092068527220482256?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/6092068527220482256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=6092068527220482256' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6092068527220482256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6092068527220482256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/03/como-dizer-que-te-amo-um-fanfic.html' title='Como dizer que te amo: um fanfic'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-6694393612232806339</id><published>2007-03-05T01:07:00.000-05:00</published><updated>2007-03-05T01:13:09.457-05:00</updated><title type='text'>Transmimento de Pensação</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[02:43] ·$47Noodle: Pô, o Gled disse exatamente o q eu ia dizer o.O &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[02:43] ·$01I'm a ·$04S·$01uper-hero - The answer is 42·$00: é a convivência, Noodz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que escritora medíocre ela era, só sabia falar de si mesma.&lt;br /&gt;Sentada na frente do pc, ela lembrava daquele diálogo no aeroporto, enquanto o avião aguardava para levantar vôo. E a garota ao lado, que até poucos momentos atrás era sua inimiga, anunciou:&lt;br /&gt;- Ela está com dor de barriga.&lt;br /&gt;E aí a garota falou sobre a "ligação forte" que as duas tinham, que permitia que uma experienciasse o que a outra sentia. Está certo, ela não era a pessoa mais cética do mundo, mas na hora aquilo pareceu demais, até mesmo para ela. Sentir dores de barriga alheias? Pffff.&lt;br /&gt;Se ela ainda pensasse da mesma maneira a respeito disso, ela não estaria sentada em frente ao pc agora.&lt;br /&gt;Tudo que ela sabia era que ele não estava bem. Ele e sua mania de usar meias palavras, metáforas, retóricas e semelhantes balelas, não havia esclarecido praticamente nada. Mas ela sabia o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;Enquanto ela estava deitada na cama, em meio a bichos de pelúcia, questionando-se quão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sexy&lt;/span&gt; ela estaria com a camisola que então usava, subitamente cenas começam a passar na sua mente.&lt;br /&gt;Raiva, muita raiva. Cenas de bar. Cervejas. Armas. Homens jogam cartas. Raiva, muita raiva. Cheiro de cigarro no ar. E qualquer coisa com cara de Pulp Fiction.&lt;br /&gt;- Raiva?&lt;br /&gt;Escrivaninha, armário, cama, e ele anda pelo quarto. Ela pode ouvir a voz dele. Ele está com raiva. Imagens cortadas, diálogos cortados. Respostas atravessadas.&lt;br /&gt;- Ele está com raiva?&lt;br /&gt;Rostos femininos. Rostos que ela&lt;span style="font-style: italic;"&gt; reconhece&lt;/span&gt;. As imagens se passam rápido.&lt;br /&gt;É muita coisa para uma cabeça só. Os pensamentos começam a se sentir claustrofóbicos. Duas cabeças em uma?&lt;br /&gt;- Eu estou sentindo a raiva dele!&lt;br /&gt;E que diferença faz um artigo!&lt;br /&gt;Ela arregala os olhos. Sim, ela sabe o que está passando na mente dele. Mas que diabos! Ela já tinha mais "histórias de fantasmas" do que seria considerado normal! Ela já havia sido chamada de louca por causa dessas coisas! Quem iria acreditar se ela contasse isso?&lt;br /&gt;Fiapos de diálogo chegam à mente dela.&lt;br /&gt;- "Não é a primeira vez!"&lt;br /&gt;Ela sabe de quem ele fala. Como cartas de um baralho sendo reveladas, tudo se encaixa na mente dela. *Poof!*&lt;br /&gt;As cartas estão na mesa. Ela ouve palavras não-ditas, mais do que ela poderia contar a alguém. Contar? Que diferença faria, ninguém acreditaria mesmo. Nem o próprio.&lt;br /&gt;Ela começa a andar pelo quarto, o babado da camisola balançando seguindo o movimento dos seus quadris. Pára em frente ao computador, procura os óculos. Abaixa a cabeça, pensa no que deve fazer. À meia-luz, ela fica a olhar o decote da própria camisola, os bicos túmidos dos seios. O Firefox está aberto no orkut. Ao acessar a comunidade comum a todos eles, observa que o único amigo que ainda a segue em sua jornada acaba de postar a menos de 5min dali. Acessa o blog da amiga. Posts sobre ursos, cachorrinhos. "Viu, é assim que se escreve, tonta! Falando suas intimidades para todos, você nunca fará sucesso!"&lt;br /&gt;Ela sabe que isso é verdade.  Ela lembra do seu próprio blog. O blog no qual as pessoas lêem posts sem comentar. Ela sabia que umas três pessoas já haviam lido o post mais recente, mas nenhuma comentara. "Se eu escrever isso no blog, vai ser EXTREMAMENTE óbvio de quem eu estou falando", pensou ela. E a pessoa de quem ela está falando provavelmente acharia ridículo tudo isso. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sentir dores de barriga alheias? Pffff."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ela começa a digitar freneticamente, tão forte quanto seus braços aguentam. Parece que só isso faz o cérebro aliviar.&lt;br /&gt;E que escritora medíocre ela era, só sabia falar de si mesma. Mas agora , tudo que ela fez foi dar de ombros e dizer: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Que se dane!" &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-6694393612232806339?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/6694393612232806339/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=6694393612232806339' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6694393612232806339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6694393612232806339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/03/transmimento-de-pensao.html' title='Transmimento de Pensação'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-8980511395386962438</id><published>2007-02-27T15:28:00.000-05:00</published><updated>2007-03-07T23:58:55.203-05:00</updated><title type='text'>25 impressões e observações de Noodle sobre o orkontro em Itanhaém, a viagem a São Paulo e outras reticências:</title><content type='html'>-&gt; São Paulo NÃO funciona 24h por dia.&lt;br /&gt;-&gt; Mesmo que anos de prática digam o contrário, nunca diga: "Eu não descasco depois da praia".&lt;br /&gt;-&gt; O cúmulo da globalização: ir no bairro da Liberdade e comer no McDonald's.&lt;br /&gt;-&gt; Por mais que se tente, existem situações em que palavrões são insubstituíveis:"Caralho, essa coisa voa! Caralho, caralho, caralho!"&lt;br /&gt;-&gt; Comissários de bordo têm muitas das desvantagens de atendentes de telemarketing, mais o fato de que eles são vistos pelos clientes.&lt;br /&gt;-&gt; Fotos, especialmente as de paisagens, parecem com poesias: algumas pessoas, perante elas, se emocionam, choram, ficam tocadas profundamente. Outras não vêem nada, absolutamente nada. (o.O)&lt;br /&gt;-&gt; Você dizer algo para a mãe de alguém e ver ela reagir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;exatamente&lt;/span&gt;  da mesma maneira que o filho é, para dizer o mínimo, surpreendente.&lt;br /&gt;-&gt; Mais pernas e peitos à mostra implica ser melhor tratada por homens randômicos.&lt;br /&gt;-&gt; O cúmulo da zica: conseguir um CD com músicas da banda que você mais está querendo ouvir no momento e o CD acabar QUEBRANDO!&lt;br /&gt;-&gt; Metal cantado em português não é tosco.&lt;br /&gt;-&gt; Quem disse que os homens eram iguais à crianças mongas estava certo.&lt;br /&gt;-&gt; Quem disse que o homem quer sexo quando a mulher quer estava errado.&lt;br /&gt;-&gt; Lado bom de ser turista: poder fazer perguntas que, para habitantes locais, são óbvias e idiotas.&lt;br /&gt;-&gt; Lado ruim de ser turista: coisas que para os habitantes locais são óbvias passam batidas para você. E você se ferra por isso.&lt;br /&gt;-&gt; A sensação de ver alguém importante para você lembrar de algo que você disse SEM segundas intenções é o tipo de coisa que sempre vai te deixar feliz&lt;br /&gt;-&gt; Homens são teimosos. São capazes de negar até a morte algo que disseram e de afirmarem até a morte que disseram algo que não haviam dito.&lt;br /&gt;-&gt; Às vezes, a pessoa com quem você está menos contando é a que acaba te ajudando pra caramba.&lt;br /&gt;-&gt; Mentira tem perna curta. Falar pelas costas também.&lt;br /&gt;-&gt; Sendo brasileiro, ninguém está imune à axé, funk e outras brasileirices. Nem mesmo o mais hardcore dos punks, nem mesmo o mais metaleiro dos headbangers: ninguém está imune.&lt;br /&gt;-&gt; Mesmo que as palavras digam o contrário, sempre vai ter uma pequena ação para trair todo o discurso.&lt;br /&gt;-&gt; Apenas tendo seu nome completo e sua idade, mesmo que nunca tenham visto a sua cara, as pessoas já fazem um pré-julgamento de você.&lt;br /&gt;-&gt; Um lanche caro em Porto Alegre será ainda mais caro comprado em SP.&lt;br /&gt;-&gt; Um toque de celular já passa idéias aos outros a seu respeito, mesmo que eles não conheçam a música.&lt;br /&gt;-&gt; Até mesmo as coisas underground em SP têm cara de coisas de shopping.&lt;br /&gt;-&gt; São Paulo é grande, fedida e me decepcionou em vários aspectos. Mas mesmo assim, gostei dela pra caramba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-8980511395386962438?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/8980511395386962438/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=8980511395386962438' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/8980511395386962438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/8980511395386962438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/02/25-impresses-e-observaes-de-noodle.html' title='25 impressões e observações de Noodle sobre o orkontro em Itanhaém, a viagem a São Paulo e outras reticências:'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-6210141362592858582</id><published>2007-02-03T01:47:00.000-05:00</published><updated>2007-02-03T01:50:28.116-05:00</updated><title type='text'>Sore ga atashi no seikaku dakara. Ou, porque esta é minha personalidade.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[00:11:29] Codigo 166:: (vc sabe qual o nome da musica de abertura e do encerramento do samurai X na saga do chichio..(seja lá como se escreve isso)) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fã de anime em meio a amigos que não são fãs de anime de vez em quando passa por isso. E por mim  não haveria nenhum problema se eu realmente conhecesse as séries a respeito das quais me perguntam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho duas amigas de longa data que gostam de anime. Uma tem preferências quase ou tão underground quanto as minhas, mas não compartilhamos as mesmas séries. A outra gosta das séries que um fã de anime brasileiro mediano gosta. Ou seja, dentre outras séries, ela gosta de Kenshin. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rurouni Kenshin? É, isso mesmo. A primeira vez que ouvi falar de Rurouni Kenshin (também conheido como"Samurai X"), eu me interessei pela série. Bastante até. Mas o anime levou tantos milhares de anos para chegar ao Brasil que, quando de fato era possível assistir, eu "já estava em outra", digamos. Além do que, eu tenho a maldita síndrome de underground acoplada à mim naturalmente: as séries de anime de que eu costumo gostar não são as mais populares entre o público brasileiro. Não é que eu goste de ser underground ou que eu goste de sofrer: é apenas uma concidência extremamente azarada. Esta é minha personalidade mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, agora que Kenshin não é um anime novidade, agora que posso comprar praticamente a série de mangá completa em apenas uma ida à Jambô, algo me fez esbarrar com Kenshin de novo. Que coisa, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que me fez esbarrar com Kenshin de novo? Uma das minhas mais recentes paixões musicais: Judy and Mary. Esse é o nome de uma banda japonesa que, apesar de ter acabado já, mantém uma legião de fiéis fãs. E uma das minhas músicas favoritas disparadas da banda chama-se Sobakasu. Eu amo essa música, amo o som sujo que a guitarra tem nela, amo aquela parte da música que tudo pára e fica apenas a voz da vocalista com o baixo ao fundo. Amo os backing vocals toscos no começo da música dizendo "Let's go!", amo a voz da vocalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que Kenshin tem a ver com isso? Oras, Sobakasu é a primeira abertura de Rurouni Kenshin!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sobakasu (tradução)&lt;br /&gt;Judy and Mary&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toquei levemente aquelas odiadas sardas e suspirei,&lt;br /&gt;Meu amor "classe A" se dissolveu claramente&lt;br /&gt;Exatamente como um cubinho de açúcar&lt;br /&gt;O espinho enterrado em meu delicado seio&lt;br /&gt;avançou ainda mais fundo&lt;br /&gt;E machucou bem mais que antes&lt;br /&gt;Astrologia não pôde previr isso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu desejei que pudéssemos ir mais longe juntos,&lt;br /&gt;Isso seria maravilhoso o suficiente para...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças são sempre lindas,&lt;br /&gt;Mas apenas disso não se pode viver.&lt;br /&gt;Hoje deveria ser realmente uma noite triste,&lt;br /&gt;Mas por quê?&lt;br /&gt;Na verdade, não consigo lembrar de seu rosto sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo dar um tempo e então voltar novamente&lt;br /&gt;Porque esta é minha personalidade;&lt;br /&gt;Com sentimentos impacientes e incerteza&lt;br /&gt;Os quais ainda assim estão aptos ao bom amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei um piercing na minha orelha esquerda pra esquecer,&lt;br /&gt;É um episódio do qual não consigo rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando a quantidade de sardas&lt;br /&gt;Envolvendo as pintas e tudo&lt;br /&gt;Mas o espinho perfurando meu seio não desaparece.&lt;br /&gt;Meu sapinho e meu coelhinho de pelúcia&lt;br /&gt;Sorriem e me confortam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças são sempre lindas,&lt;br /&gt;Mas apenas disso não se pode viver.&lt;br /&gt;Foi uma noite realmente dura&lt;br /&gt;Ainda assim, me pergunto por quê?&lt;br /&gt;Por que não consigo me lembrar das lágrimas daquela pessoa?&lt;br /&gt;Não consigo me lembrar,&lt;br /&gt;Por que não consigo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora que você já leu a tradução, me diga uma coisa: o que diabos Sobakasu tem a ver com Kenshin??? Pela letra, faria mais sentido Sobakasu ser a abertura do anime das Meninas Super Poderosas do que de Rurouni Kenshin! Mas, conhecendo o mercado japonês, não é tão difícil entender o porquê disso: colocando Judy and Mary como abertura, eles jogavam algo que já era sucesso em algo cuja intenção era que também fizesse sucesso. Mas que é estranho é. Ainda mais para mim, que passei por anos refutando uma série para ver ela "voltar" atrás de mim de novo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Astrologia não pôde previr isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-6210141362592858582?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/6210141362592858582/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=6210141362592858582' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6210141362592858582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/6210141362592858582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/02/sore-ga-atashi-no-seikaku-dakara-ou.html' title='Sore ga atashi no seikaku dakara. Ou, porque esta é minha personalidade.'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-439361923244424680</id><published>2007-01-28T22:53:00.000-05:00</published><updated>2007-01-28T22:58:02.201-05:00</updated><title type='text'>Agora? Agora!</title><content type='html'>Este post não tem nenhum valor literário, apenas queria poder contar isso para alguém:&lt;br /&gt;Entrei &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=13381775"&gt;nessa&lt;/a&gt; comunidade pensando em uma certa pessoa...&lt;br /&gt;Pois eis que eu estava parada na frente do pc, olhando a página do meu perfil no orkut, e disse o nome da comunidade em voz alta. Mal eu termino de falar e meu celular toca, com uma mensagem da pessoa que foi o motivo de eu ter entrado na comunidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pensamentos vão longe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-439361923244424680?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/439361923244424680/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=439361923244424680' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/439361923244424680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/439361923244424680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/01/agora-agora.html' title='Agora? Agora!'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-2009058027173651658</id><published>2007-01-10T19:18:00.000-05:00</published><updated>2007-01-10T19:21:35.179-05:00</updated><title type='text'>A Teoria do Combo</title><content type='html'>Não demora muito na vida de uma pessoa para que ela descubra seu papel no mundo. Nos primeiros anos da escola praticamente todo mundo já descobriu o seu papel, em parte "escolhido" por si proprio e em parte delimitado por terceiros. Antes dos dez anos de idade, a garotinha de olhos claros já entendeu que, fazendo beicinho, os meninos compram algodão-doce para ela. O menino alto e magrelo percebeu que, contando piadas, todos o ouvem. E a menina baixinha no meio dos livros já notou que os adultos a elogiam a cada nota máxima que alcança. Uma vez assimilados, nós seguimos carregando estes papéis pela vida afora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes papéis ficam extremamente destacados na adolescência, fase na qual a popularidade e aceitação pública são privilégios restritos a alguns grupos. Na definição de Max, o filho do Pateta : &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Existem os populares e ...o resto&lt;/span&gt;. Não raro a noção que podemos genericamente chamar de "popularidade" restringe-se a grupos com certos padrões de aparência e comportamento. Geralmente os seres dominantes nestes grupos pertencem às categorias BB (bonitos e burros). Eles não precisam saber que Luís Carlos Prestes é um personagem histórico ou saber a diferença entre Os Sermões e Os Sertões: eles são bonitos, "gostosos", e não raro podem ficar com quem eles quiserem. E o resto? Ah, o resto se vira como pode, mantendo uma relação de amor e ódio com os BBs. Mesmo sabendo que os BBs nunca passarão naquele vestibular concorrido da universidade pública para a qual todo mundo quer ir, o Resto ainda sente inveja deles. As tentativas de contato entre o Resto e os BBs são praticamente sempre fadadas ao fracasso: afinal, todos nós sabemos o que acontece quando o menino CDF se apaixona pela "guria mais bonita da sala." Qualquer membro do Resto, mesmo tendo quase dois metros de envergadura ou mais de 100 de busto, nada consegue. Simplesmente ser parte do Resto anula seus atributos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ah, no Resto sempre há as criaturas com potencial. Potencial? É, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O  potencial&lt;/span&gt;. Esse tal Potencial é um item raro de ser percebido, mas geralmente ele está lá, escondido em algum canto obscuro daquele menino ou daquela garota que jaz em meio ao Resto. Normalmente, o Potencial já existe dentro deles, apenas está adormecido, por N razões. Se nosso membro do Resto se deu relativamente bem até hoje tirando boas notas, ele ainda não usou o Potencial, por não precisar ou simplesmente por não ter percebido a existência do mesmo. O Potencial é o que faz com que algumas criaturas façam uma escalada direto da classe do Resto para outra classe ainda mais alta do que a dos BBs: a classe dos Combos. E como nasce um Combo? Um belo dia, ele ou ela decide mudar e fazer tudo que queria fazer. Surge então o momento que nosso Candidato a Combo (CaCo) começa sua subida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo, porém, não é tão simples quanto parece. Por mais que seus pais digam que você está gordo de tanto ficar no pc e por mais que suas amigas digam que, se você usasse roupas mais ousadas, você teria os homens a seus pés, nada disso ocorrerá se o próprio CaCo não quiser. Apenas uma coisa motiva o CaCo a virar um&lt;span style="font-style: italic;"&gt; verdadeiro &lt;/span&gt;Combo: a sua própría vontade. A noção de vontade do Combo pode ainda ser dividida em dois ramos principais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Existem CaCos que, de tanto decepcionarem-se com os relacionamentos vida afora, decidem que começarão a agir como BBs. Decidem que "vão pegar todo mundo" e colocam a culpa na sociedade falida que os fez mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em outros casos, o CaCo está lá, levando sua vida no mesmo marasmo restístico de sempre, quando ele se depara com A pessoa. Assim, por acidente, o CaCo encontra uma pessoa com várias das características que ele queria para si próprio e para uma pessoa com quem ele pudesse ficar e acaba, como nós vulgarmente chamamos, "apaixonado". Seja uma pessoa que também faça parte do Resto (pois Resto com Resto se entende), um BB ou até mesmo um outro alguém que entrou em Combo antes dele mesmo, nosso CaCo decide subir de nível para alcançar aquela pessoa. Decide-se tornar alguém com quem a outra pessoa se sinta bem e de quem a outra pessoa possa se orgulhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das diferenças conceituais, a transformação do CaCo em Combo é consideravelmente semelhante em ambos os casos. Claro que nem sempre este processo é consciente assim. Muitas vezes, o CaCo só se aperceberá da situação após ter se tornado Combo. Ou em alguns casos, nem chegará a perceber. Mas os BBs em volta perceberão quão atraente aquela garota ficou depois de começar a namorar.  Não, não foi o namoro em si: foi a liberação do Potencial que ela tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso por acaso fez o leitor pensar naqueles filmes adolescentes, no qual o personagem principal é tido como impopular, acaba mudando radicalmente e se dando bem na vida no final? Então, podemos dizer que o nosso nobre leitor, ao mesmo tempo, pensou certo e pensou errado. Sim, o processo de transformação em Combo é semelhante àquilo, porém, com muito menos&lt;span style="font-style: italic;"&gt; glitter&lt;/span&gt; do que no cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de transformação de CaCo em Combo ainda implica passeios por outros terrenos que não os de domínio natural do CaCo. Por exemplo: alguns CaCos, com o intuito de parecerem mais adultos, podem começar a beber mais (o chamado "aprender a beber"). Outros, tendo em vista a saúde, podem beber menos. Porém, para o processo de Combo tornar-se completo, normalmente implica que os CaCos entrem em um campo que é quase exclusivo dos BBs: a aparência física. E, enquanto a BB típica reclama de que os homens a olham apenas como um pedaço de carne (mostrando assim uma certa auto-ciência do seu papel), o CaCo quer ser olhado como um pedaço de carne, pois nunca o olharam assim antes. O CaCo, totalmente fora da sua área, faz coisas que a princípio não faria - e acaba encontrando prazer nas mesmas. Privar-se de doces para emagrecer pode ser um suplício, mas no momento que se sente a diferença nas peças de roupa a compensação vale. E assim, aos trancos e barrancos, saindo das bibliotecas e indo para as academias, nosso CaCo vai aumentando sua auto-estima e ganhando mais confiança em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora....porque chamamos esta categoria com o nome de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Combo&lt;/span&gt;?  Simples: do seu passado de Resto, é mantida a inteligência e atributos mentais similares comuns aos membros do Resto. Com mais a valorização da aparência comum aos BBs, o resultado é um combo: em poucas palavras, "alguém bonito e inteligente". Para as garotas: combo é aquele cara forte o suficiente para carregar você nos seus braços e ainda recitar poesia no seu ouvido. Para os rapazes: combo é aquela garota que consegue atrair pelo corpo e pela boa conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa, aliás, é um atributo muito importante para um Combo. Por mais que nosso Combo seja tímido, é através disso que se mostrará seu mais legítimo lado Combo. Algumas vezes, por estarmos apaixonados, tomamos um BB por um Combo. E como testamos a diferença? Conversando. Combos em companhia de Combos poderão falar de assuntos normais a ambos, sem pagamentos de mico e sem que sejam ditas bobagens que BBs normalmente dizem quando tentam se aprofundar nessas áreas. Combos em companhia de Combos agem mais soltos e seguros de si, sem o sentimento de inferioridade que os assolava quando, ainda parte do Resto, se aproximavam de um BB. E, se agora o BB disser que a Europa é um país ou qualquer bobagem similar, o Combo, agora solto de suas amarras, simplesmente ignorará tal lance, pois sabe que um legítimo Combo não o faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o Combo ganha com essa mudança? Além da diferença na aparência, a conversa diplomática que ele pode exercer tanto com BBs quanto com membros do Resto e o interesse do seu eventual alvo, uma das sensações mais gratificantes para o Combo é a sensação de ser diferente, de ser "um em um milhão". Isso sim é algo impagável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-2009058027173651658?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/2009058027173651658/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=2009058027173651658' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/2009058027173651658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/2009058027173651658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/01/teoria-do-combo.html' title='A Teoria do Combo'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-4913425893579376503</id><published>2007-01-04T21:07:00.000-05:00</published><updated>2007-01-04T23:20:59.645-05:00</updated><title type='text'>A Platéia e a Necrofilia</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[00:36] ·$01I'm a ·$04S·$01uper-hero - The answer is 42·$00: parem o mundo, eu quero descer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[00:37] ·$01I'm a ·$04S·$01uper-hero - The answer is 42·$00: por que essa merda não funciona igual parque de diversões?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[00:37] ·$01I'm a ·$04S·$01uper-hero - The answer is 42·$00: vc levanta o braço, diz que tá passando mal e te deixam descer numa boa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[00:37] ·$01I'm a ·$04S·$01uper-hero - The answer is 42·$00: seria melhor assim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[00:37] :@ ·$55Noodle: pq assim seria fácil demais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[00:37] :@ ·$55Noodle: a gente tem de sofrer um pouquinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[00:37] :@ ·$55Noodle: senão a platéia n se diverte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A platéia. Ela está sempre lá. 2004, 2005, 2006, 2007, e a platéia segue lá. Onde? Lá, oras. No indiscutível, inquestionável lugar dela. Observando tudo. Decidindo quais vidas dão mais ibope ou não.&lt;br /&gt;Já me disseram que eu deveria desistir do meu sonho de ser escritora por ser subjetiva demais. Já me acusaram de escrever sobre coisas desinteressantes, que não dão ibope. Já me acusaram de falar demais a respeito de mim mesma.&lt;br /&gt;Então, agora é hora de encarar a platéia. É a hora do personagem parar no meio da tela, olhar para cima e começar a falar com o narrador. Ou melhor, gritar. Dizer que a vida é sua, independente dos olhares alheios que o cercam. Dizer que, por mais que os oráculos falem, ainda é você quem controla seu destino.&lt;br /&gt;No meio do Coliseu, decido alimentar os leões. Atiro à platéia um texto. Um texto medíocre, repleto, recheado de referências pessoais. Porém, as referências estão mortas: o texto em questão foi escrito em 2004. Não são mais válidas. As pessoas se foram, mas o texto permanece.&lt;br /&gt;Ruim? Talvez. Medíocre? Pode até ser. Mas ele alimentará a platéia, e assim o ciclo segue.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                           Crônica de uma morte não anunciada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        E ninguém se lembrou de olhar no calendário que dia era.&lt;br /&gt;        Apesar disso,  era um sábado. A mãe dela entrou para acordá-la normalmente, como em qualquer sábado.  Não atinou que a filha estava com um pijama branco, que ela nunca tivera. Na verdade, uma camisola branca. A mãe gritou:&lt;br /&gt;       - Acorda, preguiçosa! É quase meio dia!&lt;br /&gt;       Como a filha não respondeu - o que era absolutamente normal - a mãe foi puxá-la pelo braço para que ela levantasse da cama. E então veio a parte anormal: no pulso não batia coração.&lt;br /&gt;       A mãe gritou apavorada, sem acreditar. Perdera primeiro o marido e agora a filha. Olhou para o rosto dela: não havia nenhuma expressão de dor nem nenhum machucado, parecia estar dormindo normalmente, podendo acordar a qualquer momento. Mas o coração não mais batia.&lt;br /&gt;      Providenciou-se laudo médico , autópsia e tudo o mais . O coração havia parado. Como, ninguém sabia dizer. Suicídio? Nenhuma substância tóxica foi encontrada no corpo. Causa Mostis: desconhecida. O pai culpou a mãe e , como não houvesse mais ninguém para culpar, a mãe culpava a Deus.Enquanto preparava-se o corpo para o enterro, telefones tocavam.&lt;br /&gt;       Nas casas de Andréia, Bruna, Carolina e Denise, todos receberam telefonemas de ordem estranha,nos quais uma voz infantil e andrógina avisava que algo tinha acontecido com ela.  Na verdade, avisar não é o termo: apenas dava o recado de que ela ia ficar longe por uns tempos, recado que não parece muito lógico quando se trata de alguém que acabou de morrer.&lt;br /&gt;       Porém, todos vieram a saber da notícia; pois, como Bruna costuma dizer :" Notícias ruins chegam rápido". Quem mais chorou foi Andréia. Em relação a Bruna, embora costume dizer que não costuma chorar, também chorou. Já Carolina não sabia se deveria chorar embora quisesse e Denise, inconsciente de seu papel, apenas foi separar um de seus vestidos pretos (pois preto é chique) para o enterro. Mas alguém foi diferente.&lt;br /&gt;      Na casa de Evandro, um telefonema da mesma vozinha avisava que ela ia morrer e pedia : "por favor, vá no enterro dela", o que deixou Evandro meio sem ação, pois a conhecia a pouco tempo."E, quando for ao enterro, fale com Andréia", pedira ainda a voz. E, sob protestos de uma namorada ciumenta e que não estava entendendo nada, Evandro foi ao enterro.&lt;br /&gt;      Todos choravam. Inclusive o próprio dia: as nuvens vertiam lágrimas , dessas que fazem os humanos carregarem objetos chamados guarda-chuvas. Todos de preto, em volta de um corpo que não mais respira. A presença de algumas daquelas pessoas fora mais do que almejada por ela quando seu corpo ainda respirava. Mas agora ela já não queria mais nada, apenas os que estavam ao seu redor queriam algo dela que ela não podia dar.&lt;br /&gt;      Evandro chegou atrasado ao enterro. Viu todos saindo .Viu a mãe saindo apoiada pelas irmãs, totalmente em prantos. Viu o pai saindo com a outra, que não havia chegado a conhecê-la viva pois achara que ainda era cedo. Viu garotas de pele muito branca, com ar de estrangeiras, chorando muito. Viu meninas de cabelo curto sozinhas e acompanhadas. Todas choravam. Viu uma garota de óculos, que chorava pouco, mas que segurava forte junto ao peito um vasinho de flores amarelas. Por fim, viu Andréia parada em frente ao túmulo. Sem ter certeza do que fazer, aproximou-se.&lt;br /&gt;      -  Com licença, você é Andréia?&lt;br /&gt;      -  Quem é você? - respondeu Andréia, virando-se bruscamente,os olhos vermelhos de tanto chorar.&lt;br /&gt;      -  Meu nome é Evandro  - começou ele -  e eu conhecia ela no dia do ....&lt;br /&gt;      -  Ela me falou de você - cortou  Andréia - Como você ficou sabendo?&lt;br /&gt;      -  Você não acreditaria se soubesse. -  disse ele.&lt;br /&gt;      Enquanto ele contava o que acontecera, a chuva era absorvida pela terra que cobria o caixão dela. E todos continuavam vivendo. Andréia deixou o país, Bruna voltou para casa,  Carolina continuava seu namoro feliz e Denise seguia com suas boas notas na faculdade. Evandro tinha uma namorada chamando-o de louco por causa da história do telefonema, mas estava bem.&lt;br /&gt;      E ninguém se lembrou de olhar o calendário. Seis meses se passaram.&lt;br /&gt;      Era uma segunda. A mãe resolveu tomar coragem e, em uma faxina dessas que só podem ser realizadas em uma segunda - feira, resolveu abrir o quarto da morta.  E então ela não era mais morta.&lt;br /&gt;      E então ela não era mais morta porque, quando a mãe abriu aquele quarto, encontrou-o igual ao que encontrara seis meses atrás. O ventilador ligado, o computador ligado e, mais do que qualquer detalhe, sua filha dormindo na cama. Com uma longa camisola branca, semelhante a uma veste angelical, a garota dormia normalmente. Até mesmo o cachorro de pelúcia, que a acompanhava desde os dez anos de idade, estava lá. A mãe gritou apavorada novamente e lançou-se em cima da filha que, atordoada, não entendia nada e apenas dizia que dormira demais.&lt;br /&gt;      Logo a notícia correu o país e foi capa daqueles jornais sensacionalistas vendidos por cinquanta centavos. Assim como depois de morrer, a menina foi submetida a vários exames médicos.  Ninguém concluiu nada. A única queixa dela era de ter dormido demais. E admirava-se de ninguém tê-la acordado.&lt;br /&gt;       Assim, ela voltou para quem ela mais queria : Evandro não conseguiu fazer muita coisa além de sorrir encabulado do jeito que ela gostava, Denise disse-lhe que as flores ainda estavam vivas, Carolina disse que era bom tê-la de volta, Bruna segurou-a bem forte e disse que ela não fizesse isso de novo.&lt;br /&gt;       Andréia estava fora do país. Até o dia em que ela apareceu na sua frente. Andréia correu na direção dela e lançou-se em seus braços. "Não faça isso, sua namorada pode não gostar", disse ela.&lt;br /&gt;       Andréia  não disse nada, apenas ficou ali, abraçando-a forte.     &lt;br /&gt;       E ninguém se lembrou de olhar o calendário. Era dia vinte e sete.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;~+~&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prefácio e Copy Desk feitos ao som de:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cássia Eller - 1º de Julho&lt;br /&gt;Cássia Eller - De volta para Casa&lt;br /&gt;Rádio Táxi -  Eva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;~+~&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-4913425893579376503?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/4913425893579376503/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=4913425893579376503' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/4913425893579376503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/4913425893579376503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2007/01/necrofilia.html' title='A Platéia e a Necrofilia'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-690239888971189486</id><published>2006-12-29T17:37:00.000-05:00</published><updated>2006-12-29T17:46:29.346-05:00</updated><title type='text'>"Solitário"</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como um fantasma que se refugia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na solidão da natureza morta,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por trás dos ermos túmulos,um dia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu fui refugiar-me à tua porta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fazia frio e o frio que fazia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não era esse que a carne nos conforta...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cortava assim como em carniçaria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O aço das facas incisivas corta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas tu não vieste ver minha Desgraça!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E eu saí,como quem tudo repele,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Velho caixão a carregar detroços-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Levando apenas na tumbal carcaça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O pergaminho singular da pele&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o chocalho fatídico dos ossos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano era 2004. A cidade, Porto Alegre. A prova, a de recuperação para a cadeira de Literatura Brasileira. Verão, aulas atrasadas por causa da greve. Meia dúzia de gatos pingados fazendo a prova. E lá estava a aluna, com seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu&lt;/span&gt; tamanho de bolso, que não precisava de recuperação e só queria aumentar sua nota. Mas lá estava também a professora, loira, espalhafatosa e com sua paixão por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Sertões&lt;/span&gt;, e que não estava impressionada com o gesto Miyazawa da aluna: outro aluno da mesma turma estava fazendo a prova tendo abdicado da possibilidade de ter a nota aumentada intencionalmente. Oh, isso sim era nobre! Muito mais Miyazawa do que o gesto dela. E isso a deixou com muita raiva. Já havia pego esse mesmo colega olhando para ela no meio da aula, enquanto a professora falava de Philippe Àries e seus quadros de criancinhas mortas. Como ele, um aluno quietinho, que até óculos usava, ousava ser mais Miyazawa do que ela? Ah, ele merecia sofrer por isso. Fazer sofrer cada fiozinho da cabelo loiro daquela cabeça. Ela estava com vontade de bater nele. Ali mesmo. E bater muito. Oras, ele precisava de uma lição! E isso não seria nada que um shibarizinho básico não resolvesse!&lt;br /&gt;"E sobre qual escritor você vai fazer a prova?" pergunta a professora.&lt;br /&gt;Ah, é, a professora. A professora, magrinha, fiasquenta, ela precisava saber sobre o que cada um deles iria falar.&lt;br /&gt;"Augusto dos Anjos!" responde ela, e apesar de não dizer nada, a professora não consegue disfarçar a estranheza. A aluna consegue ler no rosto dela o espanto, e o espanto diz: Augusto dos Anjos é poesia para adolescentes revoltados, não para estudantes sérios de Letras. Mas logo a expressão de estranheza se vai: oras, ela está diante da aluna que fez trabalhos sobre livros contendo homossexualismo descarado, mulheres vestidas de homem e professoras "comendo" alunos de 15 anos. O que custa acrescentar alguns cadáveres em decomposição nessa lista? Ela, pelo jeito, gostava de coisas polêmicas e pronto. Não foi ela aquela aluna que arranjou fama de briguenta ao bater boca com uma professora no primeiro dia de aula? Que disse que tinha literatura até no sobrenome ou algo assim...é, foi ela mesma. Lembrando desse fato, a professora deixou-a quieta, fazendo sua prova sobre poemas mórbidos e foi babar mais um pouco em cima do aluno-que-não-queria-aumentar-sua-nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nota da autora: com essa mesma professora, a aluna em questão apresentou trabalhos sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Ateneu&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Amar, verbo intransitivo&lt;/span&gt;: homossexualismo descarado, mulheres vestidas de homem e professoras "comendo" alunos de 15 anos. E não tirou a nota máxima em nenhum deles.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabia a professora o que a aluna estava passando fora da faculdade. Seus pais estavam se separando, ela havia deixado a cidade na qual morara por 20 anos para se mudar para uma cidade-semi desconhecida, havia perdido contato com todos os amigos que tinha pela Internet e seu namoro estava ruindo. O que a professora queria, que ela estivesse escrevendo cartas de amor? Provavelmente sim, a julgar pelo fato de que ela era apenas mais uma guria da Letras. Mais uma futura professorinha. Em uma sala com setenta gurias, que falta faz uma a mais ou a menos? É tão difícil notar que ninguém percebeu quando a mesma sumiu da faculdade por mais de um ano. Ou ao menos ninguém aparentou perceber. Ninguém se mexeu para ir atrás dela, telefonar, dar algum sinal de vida, nem que fosse para cobrar entrega de trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ano que vem ela estará de novo, de volta à faculdade. O colega loiro de gesto Miyazawa provavelmente já se formou, ou estará às beiras de se formar. Não dá nada, haverão outros shibaris pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz 2007 a todos! \o/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;~+~&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Post Escrito ao som de:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helloween - Laudate Dominum&lt;br /&gt;MOVE - Let's Rock!! [Album Edit]&lt;br /&gt;ZONE - Yume no Kakera ~Album Version&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;~+~&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Este post não teria sido escrito sem a importante colaboração dos sacos de gelo (ou vocês se esqueceram de que a autora ainda está machucada?). Obrigada, sacos de gelo! Todos nós amamos vocês!  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-690239888971189486?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/690239888971189486/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=690239888971189486' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/690239888971189486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/690239888971189486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2006/12/solitrio-como-um-fantasma-que-se.html' title='&quot;Solitário&quot;'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-116650126011617754</id><published>2006-12-18T22:59:00.000-05:00</published><updated>2006-12-18T23:19:42.813-05:00</updated><title type='text'>Marílias, Dinamenes, Miyazawas ...e todas pelo amor!</title><content type='html'>Hoje estava eu no consultório médico, esperando para ser atendida, lendo Marília de Dirceu e com dor nos braços apenas do "esforço" ter de segurar o livro na altura dos olhos. E realmente, Tomás Antônio Gonzaga escreve pra caramba, domina 500 técnicas diferentes de métrica ao longo das liras. Deve ter levado um tempo danado para fazer isso. E, se ele fez isso, é porque Marília ele não tinha. Isso faz sentido? Até faz, mas não quer dizer que verdade seja. E para isso, ilustro-lhes falando do meu tatatatatatataravô e exemplo-mor em termos de poesia, Luís Vaz de Camões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem olha as nobres ilustrações representando Camões deve imaginá-lo como um ricaço, que não tinha nada mais a fazer da vida e decidiu escrever um poema épico. Que nada! Camões era de uma família de ex-ricos, um boêmio que vivia arranjando briga, se ferrando no emprego (era funcionário público, o coitado) e sempre perdendo as gurias no fim das contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A musa-mor de Camões foi a loirinha Beatriz. Mas, talvez devido à influência das loiras na minha vida, sempre simpatizei mais com a Dinamene. E talvez pelo fato de Camões tê-la conhecido em Macau, sempre imagino-a com feições orientais. Uma chinesinha andando em roda de Camões reclamando do excesso de tempo que ele dedicava àquele monte de rimas ao invés de dar atenção para ela - qualquer semelhança com Namoradas vs. Playstation é mera coincidência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que surge o naufrágio nas águas do Rio Mekong. Dinamene morre e vira poema. Aliás, poemas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! minha Dinamene! Assi deixaste&lt;br /&gt;quem não deixara nunca de querer-te?&lt;br /&gt;Ah! Ninfa minha! Já não posso ver-te,&lt;br /&gt;tão asinha esta vida desprezaste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já para sempre te apartaste&lt;br /&gt;de quem tão longe estava de perder-te?&lt;br /&gt;Puderam estas ondas defender-te,&lt;br /&gt;que não visses quem tanto magoaste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem falar-te somente a dura morte&lt;br /&gt;me deixou, que tão cedo o negro manto&lt;br /&gt;em teus olhos deitado consentiste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó mar, ó Céu, ó minha escura sorte!&lt;br /&gt;Que pena sentirei, que valha tanto,&lt;br /&gt;que inda tenho por pouco viver triste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Camões também estava no barco. E quase morreu. E para que ele dirigiu suas preocupações? Para o salvamento....dos manuscritos de Os Lusíadas. Dinamene estava certa, no fim das contas. E Camões devia saber disso. Mas o que seria dele sem ter feito Os Lusíadas? Ele foi racional, colocou o "lado profissional" em primeiro lugar, sabendo do que isso faria por Portugal e pela então obscura língua portuguesa. Iria Dinamene querer um cara fracassado que não fez nada de muito legal na vida? Lógico que na cabecinha masculina de Camões a resposta seria não. É verdade que, assim como os poemas, é conhecido o fora que ele deu ao não salvá-la. Mas, em mais uma brilhante citação da minha alter-ego mangática Miyazawa Yukino, a guria doidinha de Karekano, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;existem fatos que só conseguimos enxergar porque não deram certo.&lt;/span&gt; E agora, uns 600 anos depois, sejam eles espíritos iluminados ou estejam eles no Céu, ele pode olhar para ela e dizer: "Olha, Dinamene, eu sou importante! Eu fiz algo inesquecível!" E me agrada a idéia de que eles estejam usufruindo algum tipo de poética existência etérea juntos.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Mais servira, se não fora para tão longo amor tão curta a vida&lt;/span&gt;! :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma minha gentil, que te partiste&lt;br /&gt;tão cedo desta vida, descontente,&lt;br /&gt;repousa lá no Céu eternamente&lt;br /&gt;e viva eu cá na terra sempre triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se lá no assento etéreo, onde subiste,&lt;br /&gt;memória desta vida se consente,&lt;br /&gt;não te esqueça daquele amor ardente&lt;br /&gt;que já nos olhos meus tão puro viste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se vires que pode merecer-te&lt;br /&gt;alguma cousa a dor que me ficou&lt;br /&gt;da mágoa, sem remédio, de perder-te,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roga a Deus, que teus anos encurtou,&lt;br /&gt;que tão cedo de cá me leve a ver-te&lt;br /&gt;quão cedo de meus olhos te levou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;~+~&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parte audível do dia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coheed &amp; Cambria - Time Consumer&lt;br /&gt;Junko Iwao &amp;amp; Tomoeda Shogakkou Chorus - Yoru no Uta, Christmas Version&lt;br /&gt;Yumi Takada - Fun Fun [Karekano OST]&lt;br /&gt;Taking Back Sunday - Summer Stars&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parte legível do dia: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marília de Dirceu&lt;br /&gt;Volume três de Karekano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Post escrito ao som de:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yumi Takada - Fun Fun [Karekano OST]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-116650126011617754?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/116650126011617754/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=116650126011617754' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/116650126011617754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/116650126011617754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2006/12/marlias-dinamenes-miyazawas-e-todas.html' title='Marílias, Dinamenes, Miyazawas ...e todas pelo amor!'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-116402734177419425</id><published>2006-11-20T07:53:00.000-05:00</published><updated>2006-11-20T07:55:41.776-05:00</updated><title type='text'>Um animal racional</title><content type='html'>Eu não sou uma poetisa. Eu escrevo prosa e, de vez em quando, faço de conta que faço poesia, mas sou essencialmente prosadora. Eu sou da prosa, das linhas retas seguindo sua sequência lógica.&lt;br /&gt;Mas o que devemos fazer quando a vida não segue a sua sequência lógica? Quando sentimentos não seguem linhas retas e, por mais que as estrelas digam a você que você está certo e que no fim do episódio você será recompensado, você não consegue enxergar o desfecho da situação?&lt;br /&gt;Recentemente me pediram uma definição do que era a vida. Na hora eu respondi que a vida era muita coisa para ser definida em uma sentença só. Porém, nesse exato instante, diria que a vida é uma balança: coloque de um lado seu cérebro e do outro seu coração e veja quem pesa mais. Mas qual a sua recompensa ao equilibrar a balança?&lt;br /&gt;Talvez por hora a garota racional que sempre acha solução para tudo busque um exílio temporário na poesia. Ou dela mesma ou na alheia. E se eu posso acreditar no poeta que escreveu amor e diz nunca ter amado, o que me impede de acreditar nestas ou naquelas palavras?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-116402734177419425?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/116402734177419425/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=116402734177419425' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/116402734177419425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/116402734177419425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2006/11/um-animal-racional.html' title='Um animal racional'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-116216062078300110</id><published>2006-10-29T17:21:00.000-05:00</published><updated>2006-10-29T17:31:03.990-05:00</updated><title type='text'>Páginas Amarelas</title><content type='html'>"Mas o que eu vou fazer uma noite inteira sem falar com ninguém?"&lt;br /&gt;"Leia", ele respondeu. "Poesia. Tem uma ampla gama de escritores que você pode ler."&lt;br /&gt;O desafio estava lançado. E eu, como canceriana coração-mole, libriana carente e virginiana metódica, aceitei. Apenas a sensação de que eu estava fazendo isso para agradar alguém é que teimava em não sumir.&lt;br /&gt;Estou sozinha em casa. Com música tocando no quarto, vou para a sala e e fico parada, olhando para a estante. A mesma estante que já foi acusada por um boyzinho pegador de ter mais livros do que a Biblioteca Municipal. Exagero óbvio.&lt;br /&gt;Tem duas coisas que não me abandonam jamais: a vontade de escrever após fuçar em livros e a vontade de desenhar após ler mangás.&lt;br /&gt;Encaro a estante de novo: está totalmente bagunçada. Livros didáticos, literatura, mangás, gibis, fitas de vídeo e parte da minha reputação de nerd se acumulam nela. Dá vontade de arrumar a estante. Separar livros por cor,tamanho autor...nhá.&lt;br /&gt;Procuro meu livro de sonetos de Camões. Aquele, com um quadro de Picasso na capa. Só agora percebi que as páginas dele já estão amarelas. É engraçado ler sonetos ouvindo música, a mesma parece que escorre entre as estrofes, escorregando de cima a baixo da página, indo não se sabe para onde:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Mais servira, se não fora para tão longo amor curta a vida &lt;/span&gt; e um solo de bateria.&lt;br /&gt;Começo a separar os livros por autores. E não, eu não li todos os livros que estão na estante. Das tentativas da minha mãe para me comprar livros, restam coisas como dois exemplares iguais de Escrava Isaura. Das tentativas do meu pai, restam livros como Uma história de luta pelo salário mínimo. O resto é meu.&lt;br /&gt;Prosa? Sim, com gelo, açúcar e laranjas. Jostein Gaarder e a garota das laranjas. Eu li O Mundo de Sofia inteiro! E ninguém lê até a parte importante, morrem antes. Jostein Gaarder, três livros. Algum dia agarro esse cara em uma cena histérica, digo que sou fã dele e desmaio antes de ele autografar meu Através do Espelho.&lt;br /&gt;Conan Doyle. Um, dois, três, sei lá quantos. É Sherlock Holmes à beça, e nenhum para mim. Nabokov e sua narrativa à la A Vaca e o Frango, na qual todos são feios. Poe e os contos que não me deixavam dormir depois de lê-los. Mas mãe, se Graciliano Ramos era tão bom, porque ele colocou acento no "secas" de Vidas Secas? Sítio do Pica-pau amarelo completo: mãããããe, Monteiro Lobato era racista! Um dicionário da japonês, Veríssimo, contos de Machado e o manual do convênio médico acerta em cheio meu pé.&lt;br /&gt;Camões está em cima do sofá. Poesia? Claro. Com Rosas, Espumas e com Eu. Quer dizer,comigo. Drummond e a eterna repetição: um, dois, três, quatro! Amar se aprende amando...com cupins. Meu nome escrito no livro com uma mão ainda criança, de caneta cor-de-rosa e com um carimbo da Minnie do lado. A guriazinha que era orgulho da professora ao carregar consigo uma versão super-mega-reduzida de Os Lusíadas, enquanto o resto da classe nem sabia quem era Camões. Enfim, adiante:&lt;br /&gt;Neruda: um, e a convicção de que poesia traduzida não desce redondo. Manuel Bandeira: um. Ué, cadê o outro? De certo foi-se embora para Pasárgada. Foi! Não foi! E se a foice foi-se, o martelo, mantê-lo para quê?&lt;br /&gt;Um solo de guitarra. Augusto dos Anjos: um. A bateria marca profundissimamente a batida enquanto enquanto termos técnicos e formas químicas desfilam. Pessoas andam pela casa. Quintana? &lt;font&gt;Sim, dois. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os fantasmas também sofrem de visões: somos nós. &lt;/span&gt;Será que as teias de aranha do sono navegam nas Espumas Flutuantes? Sei que o sono bate, e por causa dele deixo alguns genéricos para trás: "Clássicos da poesia brasileira" , com dedicatória daquela colega de faculdade que não fala mais comigo. Guitarra.  Aquela colega, sabe. Baixo. Ah, é, e uma vez na vida eu ganhei um livro como presente de aniversário.&lt;br /&gt;Faltam algumas coisas. Falta Garcia Marques, Caio Fernando Abreu, Fernando Pessoa, Cruz e Souza. Falta um solo de clarineta. Mas sono não falta. Releio a dedicatória, abro o livro dos Clássicos randomicamente, em uma página qualquer. Texto sorteado: primeira parte da lira um de Marília de Dirceu. Coincidência? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Graças à minha estrela. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-116216062078300110?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/116216062078300110/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=116216062078300110' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/116216062078300110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/116216062078300110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2006/10/pginas-amarelas_29.html' title='Páginas Amarelas'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-116105761921962546</id><published>2006-10-16T22:50:00.000-05:00</published><updated>2006-10-16T23:00:19.230-05:00</updated><title type='text'>Orkontro</title><content type='html'>Finda a contagem regressiva&lt;br /&gt;Os janelões da arribação&lt;br /&gt;Agora em união massiva&lt;br /&gt;Face a face ocorrerão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero é mais música&lt;br /&gt;A mesma que guia a rotina&lt;br /&gt;Da capital confusa&lt;br /&gt;E então NTIstica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apelidos ganham nomes&lt;br /&gt;Formas, sotaques, vozes&lt;br /&gt;Dias unidos, noites insones&lt;br /&gt;Felicidade em pequenas doses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo e tempo fogem&lt;br /&gt;Nem todas as fotos existirão&lt;br /&gt;Saudades do que não se faz&lt;br /&gt;E a volta dos fakes de papelão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de desnecessário tempo gasto com pessoas que não valiam o mesmo, algo realmente significativo para falarmos em nossas vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-116105761921962546?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/116105761921962546/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=116105761921962546' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/116105761921962546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/116105761921962546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2006/10/orkontro.html' title='Orkontro'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-116028008586386405</id><published>2006-10-07T23:00:00.000-05:00</published><updated>2006-10-07T23:01:25.876-05:00</updated><title type='text'>Handshake</title><content type='html'>Da mesma maneira que o meu computador não está me permitindo ouvir música agora, às vezes a vida resolve negar algumas coisas para a gente. Passado o turbilhão de informações que foi a campanha eleitoral, e tendo a batalha final situada entre Lula Molusco e Full Metal Alckmin, o país segue adiante. Eu sigo da mesma maneira, morando no mesmo lugar, trabalhando no mesmo lugar, tendo as mesmas aulas, logando todo dia na mesma PA, apesar do ambiente estar mais silencioso ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida resolve te negar algumas coisas, mas ela coloca outras no lugar. Nada é fixo na vida, nem mesmo as PAs fixas. Pessoas que, estando estrategicamente posicionadas, parecem tomar lugar de pessoas que se foram. Mas foram para onde?&lt;br /&gt;Ah, essa pergunta é complexa demais para ser respondida em poucas linhas. Mas as pessoas se vão, é um fato. Deal with it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você tenta se conectar à Internet por meio de uma conexão discada, o modem faz um barulhinho irritante (barulho, não música) que é conhecido como handshake. Ele é chamado assim devido ao fato de que a presença daquele som chato mostra que o seu modem está se comunicando com o modem do provedor - como se eles estivessem "apertando as mãos", daí o nome. Pois bem, a comparação pode parecer estranha, mas as pessoas fazem algo parecido. E não falo de apertos de mão propriamente ditos: cada pessoa, cada ser individual tem sua própria frequência, como se a pessoa estivesse vibrando também. Pessoas que estejam bem passam vibrações boas, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte difícil disso é ser capaz de produzir a sua própria energia vibratória, ao invés de se apoiar na dos outros. Se a vida te nega algo, aprenda a fazer você mesmo. A vida segue adiante, e não fique dependendo dos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-116028008586386405?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/116028008586386405/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=116028008586386405' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/116028008586386405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/116028008586386405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2006/10/handshake.html' title='Handshake'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-115923987209069863</id><published>2006-09-25T22:02:00.000-05:00</published><updated>2006-09-25T22:04:32.893-05:00</updated><title type='text'>Duração definida</title><content type='html'>Horas são silêncios desgarrados que os homens inventaram para segurar a finitude. Não, a frase não é minha,eu não lembro o autor e Google n m ajudou a localizar. Mas isso não a torna menos certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, li o mangá O Espinafre de Yukiko, de Fréderic Boilet. Eu gostaria de ser esse cara: ele é ocidental morando no Japão, ganha a vida desenhando e pode namorar japonesas. Não vejo do que Boilet poderia se queixar. Enfim, o mangá. Em uma das falas, Boilet (que é ao mesmo tempo autor e personagem), diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A gente pode viver uma bela história de amor em dez dias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento,estou passando por uma fase meio confusa,sem saber para onde devo ir. Mas, de uma maneira ou outra, todo mundo quer uma história de amor. Resta saber meu caminho para encontrar a minha, e se ela vai durar para sempre, três anos e meio, oito meses ou dez minutos...mas mesmo sem saber isso eu ainda quero uma. Agora,se eu vou achar é outra história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-115923987209069863?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/115923987209069863/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=115923987209069863' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/115923987209069863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/115923987209069863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2006/09/durao-definida.html' title='Duração definida'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-115889291711744741</id><published>2006-09-21T21:41:00.000-05:00</published><updated>2006-09-21T21:41:57.126-05:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Meus posts recentes parecem estar flutuando em sua própria atmosfera. Não me perguntem o que está acontecendo com eles,eu também não sei. Não creio que seja uma mudança induzida devido ao fato de que os posts felizes digavando sobre anime não tinham muito ibope. Talvez seja apenas o fato de que minha mente anda flutuando em sua própria atmosfera também nesses últimos dias. Ao menos ganhei meu dia quando ouvi o sussuro de que não houve fugas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, as OS-tan. Um pequeno toque mangático em esse blog que tem divagado tanto recentemente...OS-tan são uma série de personagens de mangá, todas meninas e cada uma delas criada inspirada em um sistema operacional (sim , os sistemas operacionais de computadores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://home.uchicago.edu/~alexis/ostan.htm" target="new"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://home.uchicago.edu/~alexis/linux.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt; You are Linux. You?re not as well known as the others, but you have a devoted following bordering on the fanatical, and with your penguin suit and GNU helmet, you will someday bring Microsoft toppling down. &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou Linux...&lt;br /&gt;Nada como um penguim na sua vida. Quando eu crescer,quero usar Linux.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-115889291711744741?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/115889291711744741/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=115889291711744741' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/115889291711744741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/115889291711744741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2006/09/meus-posts-recentes-parecem-estar.html' title=''/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-115871929674417275</id><published>2006-09-19T21:26:00.000-05:00</published><updated>2006-09-24T16:52:03.723-05:00</updated><title type='text'>Ausência</title><content type='html'>Hoje foi um dia estranho.&lt;br /&gt;Um dia com jeito de ressaca,embora algumas estrelinhas ainda cruzassem faiscantes o céu, perdidas, retardatárias. Algumas felicidades, muitas dúvidas, e uma pitada de irritação com o sistema que, apesar do nome, nada tem de muito operacional. Um dia que segue mais como uma extensão do dia de ontem do que como um dia próprio, com vida própria. Véspera de feriado , a cidade pára no meio da semana que nem bem começou, nós não paramos e amanhã estaremos trabalhando normalmente. Mas do que me importa a cidade,do que adianta a Rua da Praia cheia de gente quando a ausência é sentida? Ainda não sei o quanto; em alguns momentos parece quase nada, tem hora que dói mais. Mas há uma ausência, é um fato.&lt;br /&gt;Gostaria de um curso à distância para leitura de mentes. Mentes que também estejam à  distância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-115871929674417275?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/115871929674417275/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=115871929674417275' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/115871929674417275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/115871929674417275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2006/09/ausncia.html' title='Ausência'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-115864579157534797</id><published>2006-09-19T01:02:00.000-05:00</published><updated>2006-09-24T16:43:13.460-05:00</updated><title type='text'>Um prêmio pela minha coragem</title><content type='html'>As coisas se repetem,uma de cada vez.&lt;br /&gt;As coisas se repetem,sem serem iguais. Acontecem de novo,dia após dia,tentativa após tentativa, cada vez com uma cara diferente,pintada pelas pessoas que nos cercam em nossa vida.&lt;br /&gt;As coisas se repetem,sem serem iguais, cada uma sendo inesquecí­vel à  sua maneira,cada uma colorida com suas próprias cores. Com seus próprios cheiros, gostos e matizes. Com suas próprias pressões, impressões e diferentes temperaturas. O frio da noite parece apenas bater na minha pele,sem penetrá-la de fato.&lt;br /&gt;É necessário  ousar para enfrentar a repetição, a inesperada repetição que o dia após dia te reserva, sem saber ao certo o que vem.&lt;br /&gt;Meu prêmio pela minha coragem eu já ganhei: mais um não para a coleção, diferente à  sua própria maneira,mas igual a todos os outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-115864579157534797?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/115864579157534797/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=115864579157534797' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/115864579157534797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/115864579157534797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2006/09/um-prmio-pela-minha-coragem.html' title='Um prêmio pela minha coragem'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34584125.post-115853348610292082</id><published>2006-09-17T17:49:00.000-05:00</published><updated>2006-09-24T16:46:03.783-05:00</updated><title type='text'>A nossa não-tão-grande inauguração</title><content type='html'>Este blog nasce em uma tarde de domingo. Uma tarde insossa e parada,como ela não deveria ter sido.&lt;br /&gt;Meu nome é Júlia, aka Noodle, e bem vindos à  bordo da minha terceira tentativa de blogagem. Os meus dois blogs anteriores morreram de morte matada (mas não por mim) e somavam dois anos e meio de blogueiras da minha parte.&lt;br /&gt;As cosias são simpels na teoria: faculdade, trabalho, intenet, dormir. A vida de uma Júlia é composta desses elementos, basicamente. Mas, ah,claro, há as variantes. As variantes.E provavelmente serão elas que irão compor os relatos desse blog.&lt;br /&gt;Não podemos esquecer as variantes. Às vezes, elas fazem com que coisas combinadas a semanas atrás dão errado. À€s vezes a culpa não é delas, mas você simplesmente não sabe a quem culpar. Não sabe com quem ficar irritado, e muito menos se alguém merece a irritação em  questão. É‰ uma irritação solta, que fica flutuando ao redor da sua cabeça ao longo da 1h que você fica sentado no ônibus, enquanto vc olha o seu próprio reflexo no vidro da janela do ônibus e fica imaginando o que deu errado aquele dia.&lt;br /&gt;Enfim, bem-vindos, mantenham as mãos e braços dentro do tapete e tenham uma boa viagem,mais detalhes nos aguardam em caminhos futuros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34584125-115853348610292082?l=julia-noodle.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://julia-noodle.blogspot.com/feeds/115853348610292082/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34584125&amp;postID=115853348610292082' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/115853348610292082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34584125/posts/default/115853348610292082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://julia-noodle.blogspot.com/2006/09/nossa-no-to-grande-inaugurao.html' title='A nossa não-tão-grande inauguração'/><author><name>Júlia Noodle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13810638911092180542</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-jQ4jM8n1DeE/TcanKlObQ6I/AAAAAAAAADI/6gzgaUT1f0Q/s220/77.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
